Acusações de ex sócio de Flávio Bolsonaro vão até Nunes Marques, pondo em xeque a neutralidade do TSE
Por Jean Barroso — Esquerda Diário

Vieram à público as conversas de ex sócio de Flávio Bolsonaro com diversas diversas acusações e também uma série de alegações sobre a conduta do atual candidato à presidência pelo PL.
Vieram à público as conversas de ex sócio de Flávio Bolsonaro com diversas diversas acusações e também uma série de alegações sobre a conduta do atual candidato à presidência pelo PL. Alexandre Santini era sócio de Flávio na “Bolsotini Chocolates e Café Ltda”, franquia da Kopenhagen localizada na Barra da Tijuca que que foi alvo de investigações pelo MP-RJ por suspeita de lavagem de dinheiro.
Segundo a matéria do site Platô BR, que trouxe à público hoje uma série de alegações deste ex sócio de Flávio Bolsonaro, o seu ex amigo, Alexandre Santini, teria passado os primeiros três anos após a derrota de Jair Bolsonaro em 2022 buscando reaver o que alegava ser dívidas de Flávio Bolsonaro consigo. O material revelado na matéria mostra uma série de mensagens mostrando ameaças de Santini a Flávio, de que viria à público revelando, por exemplo, trocas de favores pagas mediante a presentes ou a contratação de profissionais do sexo. Estas revelações, Santini teria feito à esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro; as conversas também teriam sido entregues para figuras chave de Brasília durante esse período, segundo a reportagem.
Um rolex de R$ 305 mil teria sido dado de presente à Flávio, além de equipamentos de academia no valor de R$ 90 mil, aluguéis de, contas pagas, etc, tudo na forma de favores, segundo as afirmações de Santini documentadas na matéria publicada.
Em meio aos podres alegados pelo ex sócio de Flávio Bolsonaro, que precisam ser investigados, merece destaque a menção à Kassio Nunes Marques, ministro do STF que foi trazido à indicação por Jair Bolsonaro pelo próprio filho, Flávio.
Segundo a matéria, Flávio Bolsonaro teria usado sua influência para garantir uma reunião entre o gabinete de Nunes Marques e um advogado de uma parte interessada em um caso que tinha chegado a seu gabinete. Santini teria utilizado favores de Flávio para intermediar a reunião, quer dizer, praticando lobby em troca de favores, segundo afirma este ex sócio.
A matéria publica um print de conversa entre Santini e Flávio, no qual Santini ameaça expor o próprio ministro Nunes Marques: “Vc falou diretamente com o Kassio Nunes e intermediou um cliente em um processo para tratarem disso. Vc é maluco ou inconsequente! Brasília não tem muros e seu amiguinho está sendo observado…” (ver o link acima), ao que Flávio Bolsonaro teria respondido com uma mensagem aceitando se reunir com Santini. Desde então, segundo o site que publico este e outros prints das conversas, Santini teria pacificado sua relação com Flávio Bolsonaro. Alexandre Santini hoje faz campanha para o candidato como se nada tivesse acontecido.
Figuras sinistras que voltam à cena para assombrar Nunes Marques a menos de 10 dias das eleições
Nas mensagens, publicadas pela reportagem, reaparecem outras figuras conhecidas, que nos últimos anos estavam meio apagadas da cena política nacional. Queiroz, um fiel escudeiro de Flávio Bolsonaro, teria sido quem intermediou a relação entre o candidato e Santini durante todo o período em que ambos haviam cortado relações. Em uma das mensagens a Fabrício Queiroz, Santini teria se queixado de receber valores muito menores do que aquilo que acreditava ser devido à ele.
Outra figura que aparece é o advogado Frederick Wassef, que teria intermediado o contrabando e a venda de jóias para a família Bolsonaro. Uma terceira figura, Alan Belaciano, o advogado cujo nome consta na nota fiscal do Rolex, supostamente um presente em troca de favores para Bolsonaro, é a mesma pessoa que teria feito o intermédio com o gabinete de Nunes Marques, a mesma pessoa que também, na gestão de Jair Bolsonaro, foi responsável por intermediar a compra das vacinas Covaxin, durante a pandemia do Covid-19, em um contrato com o Ministério da Saúde que depois foi suspenso por evidentes irregularidades.
É corrupção que mata! Literalmente, afinal, o atraso nas compras das vacinas para a pandemia da Covid-19 implicou na mortalidade de pelo menos 400 mil pessoas a mais do que o esperado, segundo especialistas. Não seria nenhum absurdo suspeitar que o negacionismo de Jair Bolsonaro estivesse à serviço deste tipo de troca de favores.
À menos de 10 dias das eleições, vivemos uma conjuntura em que o ministro Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, avança para intervir na propaganda eleitoral dos adversários de Flávio Bolsonaro, enquanto a cada dia surgem mais indícios de conexões espúrias do gabinete do ministro com a “familícia”.
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Neste mesmo contexto, agravado pela interferência de Trump nas eleições, pela via do tarifaço e também através das ajuda das Big Techs, seja com o bloqueio do perfil de Lula pela Meta, preparando o terreno para figurões do vale do silício procurar intervir nas eleições, buscando impor seus interesses por sobre a soberania do país, interessados nas terras raras e nas demais riquezas que pertencem ao povo.
Neste contexto, não é demais afirmar que a luta contra o avanço da extrema direita bolsonarista e contra a interferência imperialista de Trump passa necessariamente por afirmar a independência política frente à frente ampla e aos acordos com a direita e o centrão. É preciso romper com a estratégia de negociação com Trump, levada adiante por Lula, que até então não representa resistência alguma à interferência eleitoral que está ocorrendo agora, diante dos nossos olhos. Só mesmo uma ampla mobilização dos trabalhadores, contra a extrema direita e a interferência imperialista, em solidariedade com os trabalhadores dos outros países do continente, é que podemos nos preparar para enfrentar um imperialismo em sua etapa de decadência hegemônica.
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Fonte: Esquerda Diário