‘Sair do lugar do desespero e ir para o da coragem’: plenária em Ponta Grossa discute estratégias para segundo turno

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Por Erica Fernanda — Brasil de Fato

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.

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Para fortalecer a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante as duas semanas que antecedem o segundo turno de 2026, cerca de 170 pessoas se reuniram no Sindicato dos Metalúrgicos, na noite desta quarta-feira (7), em Ponta Grossa (PR). A ausência de votantes nas eleições do primeiro turno no último domingo (4) foi uma das principais pautas da plenária.

A nível nacional, as abstenções bateram recorde: foram 33 milhões de pessoas que optaram por não comparecer às urnas. Em Ponta Grossa, o número chegou a 51.043 eleitores, aproximadamente oito mil pessoas a mais, em comparação às eleições de 2022 para os mesmos cargos. 

Diante desse cenário, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa e região, Claudir Messias da Rosa, reforça que as atuações da campanha devem potencializar o diálogo cara a cara com a população: “O que está em jogo aqui não é só o presidente Lula, é a nossa continuidade, inclusive enquanto cidadão, enquanto gênero, enquanto pessoas. Porque, na fala deles, é muito clara a intenção de extermínio”. 

Essa foi a primeira reunião organizativa presencial com adesão significativa da população ponta-grossense, desde a pandemia da Covid-19. Uma das organizadoras da plenária, Ronna Freitas de Oliveira, compara esse momento com 2022, quando o embate foi entre Lula e Jair Bolsonaro. 

“Eu acho que uma das coisas que faz as pessoas se movimentarem é o desespero, e agora nos deparamos com um cenário parecido ou pior do que foi em 2022. Isso acionou o desespero novamente. Com essa força inicial, nos movemos e, historicamente, temos capacidade para pegar esse impulso e transformar em organização política”, sintetiza Ronna. 

O coordenador da campanha de Lula na região dos Campos Gerais e vereador no município, Guilherme Mazer, relembra os riscos que o país corre, caso Flávio Bolsonaro (PL) assuma a presidência: “Cerca de 40 mil pessoas usam o programa Farmácia Popular. Se não for votar, vai acabar. Assim como vai acabar o Financiamento Estudantil (FIES), o Gás do Povo e o Pé de Meia”. 

A educação também corre riscos caso o plano de governo de Flávio Bolsonaro seja implementado. Ele prevê cortes de verbas, de assistência estudantil e o fim de políticas afirmativas, além de propor a retirada das universidades públicas do Ministério da Educação. 

“A gente pode ver que é uma grande proposta de sucateamento da educação, porque o que o grupo político deles quer é que o pobre não entre na universidade, que o pobre sirva de mão de obra barata. E não é isso o que a gente quer. A gente quer mudar de vida e a educação é a base disso”, destaca o Diretor de Universidades Públicas da União Paranaense de Estudantes (UPE) e presidente da União da Juventude Socialista em Ponta Grossa (UJS), Victor Leonardo Alves de Jesus.

A plenária marca o início de uma série de atividades de mobilização para mudar o cenário de participação popular, tanto na campanha majoritária como nas urnas. Além de reunir, depois de anos, um número expressivo de pessoas, sua realização aponta para um futuro combativo em Ponta Grossa e região.

Em todo o país, apoiadores e militantes se mobilizam para recuperar votos e virar as eleições, em favor da reeleição do presidente Lula e contra o avanço da extrema-direita. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

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Fonte: Brasil de Fato

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