PT contesta gestão Nunes e confirma ato com Lula na Avenida Paulista

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Por Aquiles Lins — Brasil 247

247 – O Partido dos Trabalhadores decidiu manter para este sábado (3) a caminhada na Avenida Paulista com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad, apesar de a Prefeitura de São Paulo ter informado que não permitirá eventos na via durante o fim de semana do primeiro turno.

Segundo o Metrópoles, o PT criticou a decisão da gestão Ricardo Nunes (MDB) e lamentou o que classificou como “tentativa da prefeitura de criar confusão em torno da realização do ato”. A administração municipal afirma que a restrição atende a uma requisição do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

O ponto central da divergência está no alcance da solicitação feita pelo tribunal. De acordo com a reportagem, o pedido do TRE-SP determina que a Avenida Paulista permaneça livre para circulação no domingo (4), dia do primeiro turno, mas não estabelece proibição semelhante para o sábado (3), véspera da votação.

O calendário oficial do TRE-SP confirma que o primeiro turno das eleições de 2026 ocorrerá no domingo, 4 de outubro. O tribunal também programou para o sábado atividades preparatórias, como a saída das urnas para os locais de votação e os testes de integridade e autenticidade.

PT questiona interpretação da Prefeitura

Para o partido, a ampliação da restrição para o sábado não encontra respaldo na determinação apresentada como fundamento pela Prefeitura.

Segundo o comunicado petista, a conduta da administração municipal “abre margem para interpretações de cunho político com objetivo de prejudicar a mobilização da agenda”.

O PT afirma ainda que atos eleitorais dessa natureza não dependem de autorização prévia do poder público e sustenta que comunicou antecipadamente às autoridades sobre a realização da caminhada para que fossem organizadas as medidas de trânsito e segurança.

“Na quarta-feira (30/9), representantes do Diretório Estadual do PT participaram de reunião com a Subprefeitura, a Polícia Militar, a Guarda Civil Metropolitana, a CET e a SPTrans para tratar da operação da caminhada. O evento e seu percurso foram apresentados aos órgãos responsáveis, e a reunião foi registrada e lavrada em ata. Estranhamente, após a reunião, a prefeitura comunicou ao partido e à imprensa que a caminhada não poderia ser realizada, sob a justificativa de que o TRE-SP solicitou que a Avenida Paulista ficasse desobstruída nos dias 3 e 4”, afirmou a legenda.

Partido promete medidas jurídicas

Diante do impasse, o PT informou que pretende recorrer às medidas jurídicas e administrativas disponíveis para garantir a realização do evento.

“O PT não aceitará que uma determinação legítima destinada a garantir a circulação na Avenida Paulista durante o dia da votação seja utilizada como justificativa para impedir ou dificultar um ato público no dia anterior. O PT seguirá tomando todas as medidas jurídicas e administrativas cabíveis para assegurar a realização do ato, com segurança e organização, e para garantir o pleno exercício do direito à manifestação”, declarou o partido.

A caminhada está prevista para começar às 10h na Avenida Paulista, na altura da Alameda Ministro Rocha Azevedo. De acordo com o planejamento divulgado, os participantes devem seguir pela Rua Augusta até a Praça Roosevelt, onde estão previstos palco e carro de som.

Prefeitura proíbe eventos também na véspera

A Prefeitura de São Paulo adotou interpretação mais abrangente da requisição eleitoral e comunicou que a Avenida Paulista deverá permanecer desimpedida nos dias 3 e 4 de outubro e, em eventual segundo turno, nos dias 24 e 25.

Por meio da Subprefeitura da Sé, a gestão municipal afirmou que “nenhum evento poderá ser realizado na Avenida Paulista nos dias 3 e 4 de outubro” e acrescentou: “Fica também impedida a montagem de carreta de som e palco no endereço”.

A administração municipal justificou a medida pela necessidade de evitar obstáculos à movimentação relacionada às eleições. Segundo a gestão, a intenção é garantir o acesso e a circulação de servidores, equipamentos, mesários, equipes de apoio logístico e eleitores.

A requisição do TRE-SP usada como fundamento pela Prefeitura menciona a necessidade de manter a avenida livre nos domingos de votação, sem estabelecer a mesma proibição para os sábados.

Ricardo Nunes é aliado político do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. Lula e Flávio terão agendas de campanha no estado de São Paulo neste sábado, último dia antes do primeiro turno.

A Prefeitura também rejeitou solicitação do PT para a realização de um ato em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) durante a apuração do primeiro turno.

Fonte: Brasil 247

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