Paes propõe unificar comando da segurança no Rio de Janeiro

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Por João Antonio CunhaBrasil 247

247 – O candidato do PSD ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou nesta quarta-feira (9) que pretende reorganizar a estrutura da segurança pública do estado e reunir novamente as polícias Civil e Militar sob uma Secretaria de Segurança.

Em sabatina do SBT Rio, Paes criticou o atual modelo de comando das forças de segurança e defendeu uma estrutura hierárquica centralizada, preservando a autonomia financeira e orçamentária das polícias.

“Eles criaram uma Secretaria de Polícia Civil, uma Secretaria de Polícia Militar e, tempos depois, uma Secretaria de Segurança Pública, que não manda nem na Civil nem na Militar. Falta comando, cadeia hierárquica nessa história. Vamos voltar, juntar a Secretaria de Segurança, respeitando a autonomia orçamentária e financeira das polícias Civil e Militar”, afirmou.

Segurança pública

Paes disse que propostas recorrentes durante períodos eleitorais, como o aumento da inteligência, o uso de tecnologia e a retomada de territórios com ocupação permanente, já são conhecidas e precisam ser acompanhadas de medidas de gestão.

“Os candidatos repetem muito as mesmas afirmações: mais inteligência, mais tecnologia, retomada de território com ocupação permanente. É o manual de coisas óbvias a serem feitas na segurança pública”, disse.

O candidato também defendeu que os postos de comando das forças de segurança sejam ocupados por critérios técnicos e sem interferência política.

“Segurança pública é função de Estado. Tem que ser nomeação técnica. Não pode ser deputado mandando no comandante do Batalhão, no chefe da Delegacia de Polícia, que é o que aconteceu nos últimos anos”, disse.

Ao tratar do avanço da violência no estado, Paes afirmou que é necessário compreender as razões que levaram ao cenário atual. Ele classificou o domínio territorial pelo crime como um problema que se agravou nos últimos anos.

“É importante entender por que chegamos onde chegamos. A violência no Rio é um problema antigo, mas a gente sabe que, nos últimos anos, o domínio territorial se agravou”, disse. “A explicação para isso é que tivemos o crime sentado no Palácio Guanabara”, acrescentou.

Transporte

Na área de transporte público, Paes afirmou que pretende aplicar no sistema ferroviário uma estratégia semelhante à que, segundo ele, foi adotada durante sua gestão municipal no BRT do Rio.

“Na antiga Supervia, nós vamos fazer o mesmo que fizemos com o BRT. Pegamos o BRT destruído pelo Crivella e revolucionamos o sistema”, disse.

O candidato afirmou que pretende manter os contratos já existentes, mas defendeu a revisão dos acordos firmados durante a gestão de Cláudio Castro.

“Todos os contratos assinados, especialmente os assinados em uma gestão corrupta como a do governo Cláudio Castro e do PL no Rio, precisam ser revisados”, afirmou.

Para o metrô, Paes apresentou propostas de expansão da rede. Entre elas estão a conclusão da estação da Gávea e a extensão da Linha 2 até a Praça XV. Também citou a ampliação do trajeto a partir da Pavuna até Belford Roxo, passando por São João de Meriti.

De acordo com o candidato, as obras poderiam receber financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e teriam “um impacto urbanístico muito importante”.

Saúde

Na saúde, Paes apontou como prioridades a implantação e a conclusão de hospitais regionais. Entre os projetos citados estão um hospital no Noroeste Fluminense, o Hospital da Mãe, em São Gonçalo, e o Hospital do Câncer, em Friburgo.

“Não dá para o Noroeste Fluminense não ter o seu hospital. O Hospital da Mãe, em São Gonçalo, que está no esqueleto há 20 anos, nós vamos terminar. O Hospital do Câncer, em Friburgo, também”, disse.

O candidato também propôs a criação de oito supercentros de especialidades. A medida, segundo Paes, teria como objetivo reduzir as filas por atendimento. Ele ainda defendeu que o governo estadual concentre sua atuação nos serviços de maior complexidade e preserve os repasses aos municípios.

Fonte: Brasil 247

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