O novo pedido para salvar Bolsonaro é a moeda de troca com o STF no pós-eleição

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Por Diego Amorim — Reportagem – PlatôBR

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Passou quase despercebido, como se fosse mais uma notícia jurídica de praxe em meio ao turbilhão pré-eleitoral, mas o novo pedido para anular a condenação de Jair Bolsonaro é o fio que pode ser puxado na construção de um acordão em Brasília.

Se vai dar certo, nem quem está orquestrando o plano sabe. Mas esse é o ponto de partida concreto de uma tentativa de “pacificar” o poder nos próximos meses.

O pedido de suspensão da execução da pena e anulação da condenação não foi apresentado ao STF pela defesa do ex-presidente às vésperas das eleições à toa.

É um “bode na sala”, no linguajar popular. Agora, para quem ganhar, há um pedido concreto na mesa para ser negociado com o STF. Um eventual acordão, independentemente de quem ganhar, passaria necessariamente por esse novo pedido para salvar Bolsonaro.

São várias as possibilidades a partir desse pedido.

Se Flávio Bolsonaro vencer, o pai poderia ficar livre pelas mãos do plenário do STF, com reflexos nas penas dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. Em troca, a direita no Senado abaixaria o facho e, sabe como é, deixaria essa história de impeachment de ministro para lá.

Nesse cenário, o acordão, claro, teria a participação do comando do Senado e da cúpula do PL, partido que, ao que tudo indica, deve eleger um número significativo de parlamentares justamente com essa pauta.

Se Lula vencer, a resistência para anistiar Bolsonaro por meio de uma revisão criminal no Supremo seria maior, por motivo evidente, mas não seria algo descartado. Ainda mais se Lula tiver a intenção de manter Alexandre de Moraes intacto. Nessas condições, se ainda assim precisasse “entregar alguma cabeça”, o presidente teria mais disposição para largar a mão de Dias Toffoli.

Em todos os casos, as conversas sobre um acordão poderiam respingar igualmente na situação de Daniel Vorcaro, o todo-poderoso ex-banqueiro do Master, preso pela segunda vez há seis meses.

Enquanto o foco da maior parte do mundo político está em se salvar pelas urnas no próximo domingo, tem muita gente nos bastidores já pensando na continuidade da sobrevivência a partir do dia seguinte à eleição.

Fonte: Reportagem – PlatôBR

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