Milei volta a atacar Lula e defende Flávio Bolsonaro para encerrar “curso socialista” no Brasil
Por Otávio Rosso — Brasil 247
247 – O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a fazer ataques ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (23), em Nova York, após participar da 81ª Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU). O líder argentino disse esperar que o Brasil abandone o que chamou de “curso socialista decadente”.
A declaração foi dada a jornalistas e divulgada pelo Metrópoles. Questionado sobre a possibilidade de o Brasil participar do chamado Escudo das Américas, Milei afirmou que a decisão cabe ao país, mas aproveitou a resposta para criticar o governo Lula.
“O Brasil participar do Escudo das Américas é uma questão brasileira, mas tenho esperança de que o Brasil possa quebrar este curso socialista decadente que tomou nos últimos tempos e possa abraçar novamente as ideias da liberdade e fazer parte do grupo de países livres”, declarou Milei.
A fala reforça o alinhamento do presidente argentino com Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em julho, Milei esteve no Brasil para participar do lançamento da candidatura de Flávio ao Planalto.
Na ocasião, o argentino declarou apoio direto ao senador e afirmou que esperava ver o Brasil “também liberal” em outubro. Milei também disse considerar Flávio Bolsonaro o único nome capaz de derrotar Lula.
“Eu creio que somente Flávio pode parar Lula e trazer uma verdadeira mudança para todos os brasileiros. Creio firmemente que não há outro capaz de parar o efeito de Lula sobre o país. E não há outro para fazer frente às organizações criminosas e narcotraficantes, e nisso eu confio plenamente em Flávio Bolsonaro”, afirmou o presidente argentino.
Durante o evento no Brasil, Milei também puxou críticas à esquerda e entoou um coro de “Lula ladrão”, segundo a reportagem. No discurso, ele associou o socialismo ao autoritarismo, criticou a defesa de uma igualdade que chamou de extrema e ilusória e relacionou governos de esquerda a casos de corrupção.
O presidente argentino ainda afirmou que, quando a esquerda perde eleições, caberia à direita lidar com os problemas deixados por seus antecessores. Ele também pediu que os eleitores se preparassem para uma eleição “suja”.
Fonte: Brasil 247