Mendonça homologa acordo de delator-bomba do caso Banco Master

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Por Paulo EmilioBrasil 247

247 – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta quarta-feira (9/9) o acordo de colaboração premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, empresário conhecido como “Mineiro”, que afirmou ter sido responsável por obter dinheiro em espécie para a equipe de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. As informações são do G1.

O acordo havia sido firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 8 de agosto. A decisão de Mendonça que validou a colaboração permanece sob sigilo.

No relato apresentado às autoridades, Freixo Junior afirmou que tinha a função de “gerar” dinheiro vivo para pessoas ligadas a Vorcaro. De acordo com o empresário, os valores eram transportados e entregues em malas e seriam utilizados para pagamentos de propina.

A homologação pelo STF representa uma etapa necessária para conferir validade jurídica ao acordo firmado entre o colaborador e a PGR. O conteúdo detalhado da colaboração, porém, não foi divulgado em razão do sigilo.

Audiência antecedeu decisão de Mendonça

Na terça-feira (8), um dia antes da homologação, Antonio Carlos Freixo Junior e seus advogados participaram de uma audiência conduzida por um juiz auxiliar do gabinete de André Mendonça.

O procedimento teve como objetivo avaliar o acordo de colaboração celebrado com a PGR no mês anterior. Após essa etapa, Mendonça homologou a delação nesta quarta-feira.

Entre os pontos revelados até agora, ganha destaque a afirmação de Freixo Junior de que atuava na obtenção de recursos em espécie destinados à equipe de Daniel Vorcaro.

O empresário descreveu sua atividade como a de “gerar” dinheiro vivo. Segundo seu relato, os recursos posteriormente eram entregues em malas e teriam como finalidade o pagamento de propina.

A homologação não significa que as afirmações do colaborador tenham sido comprovadas. As informações fornecidas em uma delação precisam ser confrontadas com documentos, depoimentos e outros elementos de investigação para que possam servir de sustentação às apurações.

Fonte: Brasil 247

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