Irã ameaça ataques “dolorosos” contra todas as bases dos EUA no Oriente Médio

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Por Redação Brasil 247Brasil 247

247 – O principal comando militar do Irã advertiu neste domingo (20) que todas as bases e interesses dos Estados Unidos no Oriente Médio serão alvos de ataques “contínuos, eficazes e dolorosos” caso Washington realize uma nova ofensiva contra o território iraniano. A declaração representa uma nova escalada das tensões entre Teerã e o governo do presidente americano Donald Trump.

O alerta foi feito pelo Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, estrutura responsável pelo comando conjunto das Forças Armadas iranianas. Segundo o órgão, o Irã teria recebido informações de que os Estados Unidos decidiram retomar ações militares contra o país, contando com o aval de alguns governos da região. Teerã afirma que essa decisão teria sido discutida durante uma reunião realizada em um país europeu, mas não apresentou publicamente provas dessa alegação.

“Caso os Estados Unidos cometam qualquer erro contra o Irã, todas as suas bases e interesses na região, sem qualquer restrição ou consideração, serão alvo de ataques contínuos, eficazes e dolorosos”, afirmou o comando iraniano.

Irã também adverte países da região

A advertência não foi dirigida apenas a Washington. O comando militar iraniano afirmou que governos do Oriente Médio que colaborarem com uma eventual ofensiva americana serão considerados participantes diretos do conflito.

Segundo Teerã, os países que se alinharem ao que o governo iraniano classifica como uma “agressão” dos Estados Unidos não poderão esperar “contenção ou moderação” das Forças Armadas do Irã.

A declaração aumenta a pressão principalmente sobre os países que abrigam instalações militares americanas. Os Estados Unidos mantêm bases e tropas em diferentes pontos do Oriente Médio, e missões diplomáticas americanas na região já elevaram seus alertas de segurança diante do risco de uma rápida deterioração do cenário.

Trump avalia próximos passos

A advertência iraniana ocorre enquanto o governo Trump avalia suas opções em relação a Teerã. Segundo relatos publicados neste domingo, entre as alternativas discutidas por Washington estão novas ações militares, ampliação da pressão econômica e uma eventual retomada das negociações.

O próprio Trump afirmou recentemente estar diante de uma “grande decisão” sobre a possibilidade de retomar ataques de grande escala contra o Irã. Na terça-feira (22), durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente americano deve se reunir com líderes de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Omã para discutir a crise regional e o Irã.

Teerã, por sua vez, combina ameaças militares com sinais de que ainda admite uma saída negociada. Autoridades iranianas têm condicionado qualquer entendimento a mudanças na política americana, incluindo questões relacionadas às sanções e ao tráfego pelo estreito de Ormuz.

Estreito de Ormuz no centro da crise

A escalada ocorre em um momento de forte tensão no estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo e gás. Autoridades iranianas voltaram a afirmar neste domingo que o estreito permanece sob controle das forças do país e indicaram que as restrições à navegação podem ser utilizadas como instrumento de pressão sobre os Estados Unidos e seus aliados.

O agravamento da crise em Ormuz amplia o impacto internacional do confronto. Qualquer interrupção prolongada da circulação de navios pela região pode atingir diretamente o fornecimento mundial de energia e pressionar os preços internacionais do petróleo e dos combustíveis.

O novo alerta do comando iraniano deixa claro que, caso Washington opte por uma nova ofensiva, Teerã pretende responder não apenas no território iraniano, mas em toda a rede de instalações e interesses americanos no Oriente Médio, aumentando o risco de uma ampliação regional do conflito.

Fonte: Brasil 247

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