Flávio soma Republicanos e ex-candidatos no xadrez do segundo turno; Lula busca reação no Alvorada — o dia na política

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Por Seu Dinheiro — Seu Dinheiro

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O segundo turno da eleição presidencial ganhou contornos mais nítidos nesta quarta-feira (7). Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) acumulou novos apoios, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu aliados no Palácio da Alvorada para traçar a estratégia da reta final.  

O petista terminou o primeiro turno com pouco mais de 2,2 milhões de votos atrás de Flávio, diferença de 1,87 ponto porcentual. A votação decisiva será no dia 25. 

O principal movimento do dia foi o anúncio do Republicanos. O presidente da sigla, deputado Marcos Pereira, declarou apoio a Flávio Bolsonaro em evento na sede do partido, em Brasília. 

“O primeiro turno passou, o povo falou e agora o Brasil tem escolha clara”, disse. 

 Pereira ressalvou que as seções do partido na Paraíba e em Pernambuco têm liberdade para decidir de acordo com as particularidades locais. 

Estiveram presentes o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o governador eleito de Minas Gerais, senador Cleitinho Azevedo, ambos do Republicanos.  

A decisão reverte a neutralidade que o partido adotou no primeiro turno e se soma a União Brasil, PP e Novo, que já haviam anunciado apoio a Flávio Bolsonaro.  

O alinhamento dos principais partidos de centro e centro-direita é um revés para Lula, que até agora não garantiu alianças além das legendas de esquerda. 

Outros apoios (ou não) 

Clariana Barão (DC), derrotada no primeiro turno, também declarou hoje voto em Flávio Bolsonaro.  

Em vídeo publicado nas redes, ao lado do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, ela afirmou que “não tinha alternativa” para a Democracia Cristã a não ser caminhar com o senador.  

Clariana ficou na nona colocação, com 40.043 votos (0,03% dos válidos). 

Outro nome disputado, Augusto Cury (Avante), terceiro colocado, com 3,45 milhões de votos (cerca de 2,89% dos válidos), não declarou apoio.  

Em vídeo, disse estar em silêncio, mas “conversando olho no olho” com interlocutores, e pediu paciência aos eleitores. Prometeu se pronunciar em breve e defendeu “pacificar o País” e acabar com a “guerra de ódios”. 

Já Renan Santos, presidente do Missão, que também disputou a Presidência, afirmou não apoiar nenhum dos dois.  

Em live no canal do MBL, disse ter “asco” de Flávio Bolsonaro, avaliou que ele é o favorito e declarou que o eleitor está “livre” para decidir.  

Santos criticou ainda o que chamou de “alinhamento automático” de um eventual governo Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. 

O foco de Flávio Bolsonaro 

Após reunião em Brasília com candidatos eleitos pelo PL, aliados de Flávio Bolsonaro defenderam intensificar a campanha de rua.  

O senador Sergio Moro (PL-PR), eleito governador do Paraná, disse que a fórmula “está dando certo” e que a campanha deve insistir em temas como o preço dos alimentos, os juros altos e o endividamento das famílias.  

Para Moro, o apoio dos partidos de centro reflete a tendência vista nas urnas. 

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que as legendas de centro ajudam a atrair eleitores moderados e deu o desafio da reta final: recuperar quem deixou de votar e conquistar indecisos.

O senador eleito Domingos Sávio (PL-MG) acusou Lula de não fazer autocrítica e de espalhar notícias falsas nas redes. 

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A reação de Lula 

No Alvorada, Lula recebeu a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), e o senador Camilo Santana (PT-CE) para tratar da tramitação da PEC que acaba com a escala 6×1.  

A votação no Senado está prevista para a próxima semana. Aliados de Flávio Bolsonaro tentam adiar a deliberação para depois do segundo turno, por temerem benefício eleitoral a Lula. 

O petista também discutiu a estratégia para virar a disputa com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Miriam Belchior (Casa Civil) e o governador do Piauí, Rafael Fonteles. 

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Fonte: Seu Dinheiro

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