Fala de Gilmar contra Mendonça faz buscas por ‘pixuleco’ dispararem

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Por Aquiles LinsBrasil 247

247 – A declaração de Gilmar Mendes contra André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) provocou repercussão imediata fora do plenário nesta terça-feira (15): depois de o decano chamar o colega de “pixuleco” e “boneco eleitoral”, o significado da expressão passou a figurar entre os termos mais buscados pelos brasileiros na internet.

O salto nas pesquisas no Google ocorreu após o embate entre os ministros durante uma sessão do Supremo. Gilmar criticou a forma como Mendonça vinha conduzindo a apuração que envolve Alexandre de Moraes no caso do Banco Master e afirmou enxergar um “inequívoco viés político-eleitoral” na investigação.

Ao questionar o período escolhido para o avanço da apuração, Gilmar elevou o tom contra Mendonça. “É disso que nós estamos falando”, afirmou, antes de classificar o ministro como um “pixuleco” e “boneco eleitoral”.

A expressão rapidamente despertou curiosidade nas redes e nos mecanismos de busca, recolocando em circulação um termo que ganhou forte carga política no Brasil a partir de 2015.

Termo ficou marcado pela Lava Jato

“Pixuleco” ganhou projeção nacional durante a Operação Lava Jato. Naquele período, a palavra passou a ser associada a dinheiro e, em determinados contextos, a propina.

O termo também foi usado pela Polícia Federal para nomear a Operação Pixuleco, 17ª fase da Lava Jato, que investigava suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas a contratos da Petrobras.

O ex-ministro José Dirceu era o principal alvo daquela etapa da investigação.

Boneco de Lula popularizou ainda mais a expressão

No mesmo ano, “Pixuleco” passou a ter outro significado no debate político ao batizar um boneco inflável gigante que representava Luiz Inácio Lula da Silva vestido de presidiário.

A caricatura foi utilizada em protestos contra o PT e contra o governo da então presidente Dilma Rousseff em 2015.

Desde então, a palavra deixou de estar associada apenas à ideia de dinheiro ou propina e passou também a ser usada como referência depreciativa a figuras políticas ou personagens apresentados como instrumentos de determinados grupos.

Foi nesse sentido que a expressão reapareceu na sessão do STF. Ao chamar Mendonça de “pixuleco” e “boneco eleitoral”, Gilmar vinculou diretamente sua crítica à ideia de instrumentalização política da atuação do ministro.

Fonte: Brasil 247

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