EUA explode mais um barco no Caribe e número de assassinados chega a 234

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Por Hora do PovoHora do Povo

O Comando Sul dos EUA informou neste sábado (19) que, sob as ordens do ocupante da Casa Branca, as Forças Armadas mataram quatro pessoas durante um ataque a uma lancha no Caribe, com o pretexto de que estavam ligadas ao tráfico de drogas sem apresentar nenhum tipo de provas para sustentar a acusação.

Um vídeo divulgado na internet mostra apenas uma embarcação em movimento seguido por um forte clarão.

No intervalo de dez dias esta é a segunda ação assassina registrada na região do Caribe. A operação anterior, divulgada pelo exército dos EUA, deixou três mortos em circunstâncias semelhantes.

Este ataque intensificou a campanha militar ordenada pelo governo Trump contra embarcações que os Estados Unidos associam – sem nenhum critério nem informação concreta – ao tráfico de drogas desde setembro do ano passado, totalizando pelo menos 71 ataques e 234 mortes, incluindo pessoas desaparecidas presumidas mortas.

Por conta deste atropelo à legalidade cometido por Trump, que não apresentou provas públicas conclusivas que confirmem que embarcações destruídas transportavam substâncias ilícitas, organizações de direitos humanos e analistas jurídicos denunciam estas operações militares em águas internacionais como equivalentes a crimes inafiançáveis.

“EXECUÇÕES EXTRAJUDICIAIS”

A Organização das Nações Unidas já havia solicitado no final do ano passado que o governo Trump pare com as ações contra embarcações ditas “suspeitas” de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico.

O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk chamou os ataques aos barcos de “execuções extrajudiciais”.

Em 13 de fevereiro último, forças americanas atingiram uma embarcação no Oceano Pacífico Oriental, deixando três mortos, segundo o Comando Sul dos EUA.

Três dias depois, em 16 de fevereiro, outras três embarcações foram alvo de ataques — duas no Pacífico

Oriental e uma no Caribe — resultando em 11 mortos, em um dos dias mais letais da campanha até agora.

Para tentar minimizar a reação internacional, o governo Trump busca acordos com países cujos governos se submetem às suas ordens para ampliar operações militares em terra na América Latina. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse no mês passado que Colômbia, Guatemala e Honduras aceitaram realizar operações conjuntas contra grupos criminosos

A Guatemala negou ter fechado esse acordo com Washington. O Equador iniciou missões semelhantes com os EUA em março.

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Fonte: Hora do Povo

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