DF pede acesso a dados fiscais do Master para tentar recuperar prejuízos sofridos pelo BRB
Por Redação Brasil 247 — Brasil 247
247 – O governo do Distrito Federal pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso às quebras dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e do fundo Reag Investimentos. A solicitação consta de uma petição apresentada na quinta-feira (10) e busca permitir o rastreamento de recursos ligados ao Banco de Brasília (BRB).
O DF pretende identificar valores que, segundo o governo, foram “subtraídos” do banco público durante a tentativa de compra do Master. Com essas informações, a administração distrital poderá solicitar à Justiça a restituição do dinheiro.
Segundo apuração do Broadcast, a Polícia Federal (PF) vê indícios de que o BRB negociou a transferência de R$ 12,2 bilhões ao Master para adquirir ativos descritos como “podres”. O valor total do possível prejuízo para as contas públicas do Distrito Federal ainda não foi calculado.
A operação de compra foi rejeitada pelo Banco Central e passou a ser investigada pelo Supremo por suspeita de fraude. Paulo Henrique Costa, que presidia o BRB no período das negociações, está preso preventivamente.
Na petição encaminhada ao STF, o governo distrital afirma haver “indícios e evidências (…) de que crimes foram perpetrados em desfavor do Banco Regional de Brasília”. O documento sustenta que o Master teria sido utilizado para a prática de diferentes delitos.
Com base nesse argumento, o DF defende que o patrimônio do banco privado pode ser submetido à “restituição imediata”. O acesso aos dados fiscais e bancários do Master e do Reag permitiria identificar a movimentação dos recursos e os bens que poderiam ser alcançados judicialmente.
O governo distrital também recorreu ao Supremo para tentar obter da União o aval necessário à contratação de um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Os recursos seriam utilizados para socorrer o BRB diante das perdas atribuídas às operações com o Master.
A gestão da governadora Celina Leão (PP) chegou a fechar um acordo com a União que previa garantias dos grandes bancos para viabilizar a operação. O empréstimo, porém, encontrou obstáculos e não avançou.
Fonte: Brasil 247