Debate público na Câmara do Rio discute greve dos bancários da Caixa e mudanças no Saúde Caixa

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Por Leonardo LucenaBrasil 247

247 – A Câmara do Rio de Janeiro realiza, na próxima segunda-feira (14), às 14h, no plenário da Casa, um debate público para discutir a greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal e as mudanças no custeio do Saúde Caixa. Entre as propostas está o aumento da contribuição dos titulares aposentados e pensionistas, de 3,5% para 4,5% da remuneração-base. A mensalidade por dependente passaria de R$ 480 para R$ 660 e o teto de comprometimento da renda do grupo familiar subiria de 7% para 9%. Os dependentes indiretos, entre eles os filhos de 21 a 27 anos, ficariam fora do teto familiar, eliminando a diferença existente entre as faixas de 21 a 24 anos e de 24 a 27 anos. O teto de coparticipação passaria a ser de R$ 4.800 por grupo familiar. 

O vereador Leonel de Esquerda (PT) organizou o debate, que também contará com a presença do deputado federal Reimont (PT), trabalhadores do banco, representantes de associações de aposentados e pensionistas e dirigentes sindicais. A decisão pela greve ocorre em um momento de resultados positivos apresentados pelo banco. No fim de agosto, a estatal divulgou lucro líquido de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, resultado 5,89% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Segundo Leonel de Esquerda, a mobilização dos trabalhadores precisa ser acompanhada de uma ampla discussão sobre o futuro do plano de saúde. “O Saúde Caixa é uma conquista dos trabalhadores e não pode ser inviabilizado. A Caixa é fundamental para a execução de políticas públicas, e tudo isso só é possível graças à dedicação de cada funcionário. Vamos discutir esse tema de forma aberta e cobrar respostas da direção do banco”, afirmou o parlamentar.”, afirmou o parlamentar.

Os empregados da Caixa no Rio de Janeiro e em todo o país aprovaram greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). Entre as principais reivindicações está a rejeição às alterações previstas nas regras de custeio do Saúde Caixa, que atingem funcionários da ativa, aposentados e pensionistas.

Mobilização nacional

A categoria bancária seguiu a orientação do Comando Nacional dos Bancários e do Sindicato dos Bancários do Município do Rio de Janeiro, que indicaram a rejeição da proposta e a realização da greve.

A paralisação também foi aprovada por trabalhadores de São Paulo e de outros municípios brasileiros de diferentes regiões do país, ampliando a mobilização e a pressão pela continuidade das negociações coletivas e pela preservação dos direitos dos trabalhadores.

Fonte: Brasil 247

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