Brasileiros querem mais que renda fixa: interesse em LCA cresce 119%, mas outro investimento rouba a cena

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Por Dani AlvarengaSeu Dinheiro

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O nível elevado dos juros nos últimos anos empurrou os investidores brasileiros para os braços da renda fixa. Mas, ao que parece, agora eles querem ir além na busca por investimentos. 

Segundo levantamento da Planejar, elaborado pela Timelens e divulgado nesta quinta-feira (17), o CDB registrou a maior média contínua de buscas no último ano, enquanto o interesse pelas Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) disparou 119%. 

Só que quem roubou a cena mesmo foram os ETFs. Os Exchange Traded Funds, ou fundos de índice, lideraram nas procuras digitais por ativos ao subir 313,68%. Os fundos imobiliários (FIIs) aparecem em segundo lugar, com alta de 168,78%. 

Segundo a Planejar, esse aumento nas buscas não está atrelado apenas ao desejo de investir mais, mas em procurar outras exposições, com riscos próprios. 

Por outro lado, os investidores brasileiros também estão de olho na proteção do patrimônio. O levantamento mostrou que o interesse por garantias institucionais também disparou, com um salto de 445,68% nas buscas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). 

Investir para quê? 

A pesquisa revelou ainda que o principal motor para a busca por investimentos é o desejo de adquirir um novo bem. Automóvel próprio foi destaque nas pesquisas, com aumento de 82,53% nas procuras. 

Já o planejamento da aposentadoria teve a maior média de interesse contínuo, enquanto a compra da casa própria seguiu como a meta de maior apelo. 

“Antes de escolher onde colocar o dinheiro, a pessoa precisa dizer para que ele serve. Casa, carro e aposentadoria aproximam dinheiro de marcos da vida”, afirmou a Planejar em relatório. 

O investimento por gênero e idade 

A pesquisa também indicou as diferenças geracionais e de gênero na hora de investir. Apenas 31% das mulheres declaram investir no Brasil, em comparação a 41% dos homens. 

Além disso, 69% do público feminino afirma não utilizar ou desconhecer produtos financeiros e 51% delas avaliam a própria situação financeira de forma negativa. 

Entre os homens, essa percepção é menos frequente: 40% têm uma visão desfavorável da própria situação financeira. 

Já no recorte geracional, a digitalização transformou os hábitos dos mais jovens: 66% dos integrantes da Geração Z possuem conta em bancos digitais e 84% realizam as aplicações exclusivamente por aplicativos ou sites. 

A população jovem também tem mais interesse por ativos de maior volatilidade. Segundo a pesquisa, 52% dos participantes entre 16 e 29 anos pretendem ingressar no mercado de criptomoedas, enquanto 8% já possuem moedas digitais

O problema é que todo esse apetite por risco convive com um planejamento financeiro ainda frágil. O levantamento mostrou que, entre os jovens que possuem reservas, 57% avaliam que o dinheiro acumulado não seria suficiente para cobrir seis meses do próprio custo de vida. 

Em contrapartida, 75% dos idosos mantêm vínculos com bancos tradicionais. Além disso, 38% deles buscam orientação com gerentes ou assessores, canal que é utilizado por apenas 15% dos mais jovens.

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Fonte: Seu Dinheiro

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