BNDES e Finep escolhem Monashees para gerir fundo de IA que pode reunir até R$ 500 milhões
Por Luis Mauro Filho — Brasil 247
247 – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) selecionaram a Monashees Gestão de Investimentos para administrar um fundo destinado a startups brasileiras que tenham a inteligência artificial como núcleo de seus negócios. A iniciativa poderá mobilizar até R$ 500 milhões e busca ampliar o número dessas empresas, suas receitas e sua atuação internacional.
A escolha foi divulgada pelo BNDES nesta segunda-feira (14), após uma chamada pública que recebeu 17 propostas. O projeto selecionado ainda passará pelas etapas de análise, diligência e estruturação. O montante estimado corresponde à expectativa de mobilização de recursos para o Fundo de Investimento em Participações de Inteligência Artificial.
A BNDESPAR poderá comprometer até R$ 125 milhões, e o FNDCT/Finep poderá aportar até R$ 80 milhões. A participação de cada cotista-âncora ficará limitada a 25% do fundo. A proposta é que esses compromissos ajudem a atrair outros investidores.
Os investimentos terão como alvo startups cuja proposta de valor dependa do desenvolvimento e da aplicação de inteligência artificial. Para se enquadrar nesse perfil, a tecnologia deverá integrar a estrutura do negócio e constituir um diferencial competitivo.
O foco abrange empresas cujas soluções exijam recursos para dados, modelos, infraestrutura computacional e contratação de profissionais especializados. O uso ocasional de ferramentas prontas de IA, como apoio a outras atividades, não corresponde ao perfil de investimento descrito no comunicado.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, associou a iniciativa à criação de empresas e à permanência de profissionais especializados no Brasil. “Com este fundo, serão criadas condições para o surgimento de novas empresas inovadoras, a formação e manutenção de talentos no país, bem como o aumento da produtividade da economia brasileira”, afirmou.
O presidente da Finep, Luiz Antonio Elias, defendeu o desenvolvimento de competências próprias nessa área. “A inteligência artificial é uma das tecnologias mais transformadoras do nosso tempo, e o desafio do Brasil vai além de utilizá-la: é preciso desenvolver capacidades nacionais para criar e aplicar essas soluções de forma alinhada aos nossos interesses estratégicos”, disse.
O fundo integra o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê o uso de inovações nessa tecnologia para melhorar a capacidade produtiva nacional e o bem-estar da população.
Fonte: Brasil 247