Jair Bolsonaro apresentou taquicardia e falta de ar na última semana, aponta relatório médico

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Por João Antonio Cunha — Brasil 247

247 – O ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL), de 71 anos, apresentou um episódio de taquicardia e falta de ar em 2 de outubro. Segundo boletim médico, os sintomas foram passageiros e melhoraram espontaneamente, sem novos episódios registrados ao longo da semana.

O quadro consta em relatório semanal elaborado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira (9), com informações atualizadas sobre a saúde do ex-mandatário.

De acordo com o documento, Bolsonaro permanece clinicamente estável, com as funções hemodinâmica e cardiorrespiratória preservadas. O boletim, entretanto, registra a continuidade de efeitos colaterais de medicamentos, que provocam instabilidade no equilíbrio corporal e sonolência durante o dia.

O relatório também informa que o ex-mandatário segue uma dieta com baixo teor de acidez e pouco sal. Ele mantém cuidados para reduzir os riscos de quedas e de refluxo gastroesofágico, condição associada aos episódios de soluço mencionados no documento. Bolsonaro continua sob acompanhamento médico em casa.

Histórico de internações e procedimentos médicos

Em abril de 2025, Bolsonaro passou por uma cirurgia para tratar uma obstrução intestinal e permaneceu internado por aproximadamente três semanas. Em setembro daquele ano, voltou ao hospital após apresentar vômitos, tontura e queda da pressão arterial. Na ocasião, exames também identificaram anemia e alterações na função renal.

Em março de 2026, o ex-mandatário foi internado com broncopneumonia e chegou a ser encaminhado a uma unidade de terapia intensiva. Após receber alta, obteve autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para cumprir prisão domiciliar humanitária por razões de saúde.

Em maio deste ano, Bolsonaro também foi submetido a uma cirurgia no ombro direito para tratar uma condição crônica que provocava dores e limitava seus movimentos.

Condenação e prisão domiciliar

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão, inicialmente em regime fechado, no processo sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

A condenação abrange cinco crimes: organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado. Segundo a decisão judicial, o ex-mandatário participou da articulação para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito em 2022.

A prisão domiciliar foi concedida inicialmente em março de 2026, após a internação por broncopneumonia. Em julho, Moraes decidiu manter a medida, levando em consideração a evolução do quadro clínico. As demais condições determinadas pela Justiça permaneceram em vigor.

A defesa de Bolsonaro também apresentou pedidos de revisão criminal para tentar reverter a condenação. A apresentação desses recursos, por si só, não suspende o cumprimento da pena.

Saúde de Bolsonaro entra na campanha de Flávio

A situação do ex-mandatário também repercute na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu filho, que disputa o segundo turno contra Lula, marcado para 25 de outubro.

Durante a campanha, Flávio tem mencionado a situação do pai em discursos e afirmou que pretende conceder indulto a Jair Bolsonaro, caso seja eleito presidente. A medida está sujeita a controvérsias jurídicas quanto à sua aplicação aos crimes pelos quais o ex-mandatário foi condenado.

Fonte: Brasil 247

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