Quem são os maiores doadores de campanha no ES e quais candidatos mais receberam
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Publicado em 21 de Setembro de 2026 às 16:33
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Candidatos nas Eleições 2026 no Espírito Santo já arrecadaram mais de R$ 5,6 milhões em doações de pessoas físicas para financiar suas campanhas de olho nas urnas no próximo dia 4 de outubro.
Até agora foram mais de mil transferências feitas por pessoas físicas para ajudar os candidatos a pedir votos. Desse montante, pouco mais de R$ 1 milhão veio de dez doadores.
O levantamento mostra que houve 58 doações com valores a partir de R$ 20 mil a 31 candidatos, sendo que o maior valor para um postulante foi R$ 250 mil.
As campanhas dos candidatos no Estado têm sido turbinadas por empresários, grandes investidores – muitos, inclusive, de fora do Espírito Santo – e até um economista que é primo do novo rei da Noruega.
O destino do dinheiro destes doadores peso-pesados é também um grupo seleto de candidatos. No Estado, um dos maiores beneficiados é o deputado federal Felipe Rigoni (PSB), que busca voltar à Câmara Federal. Ele recebeu 10 doações de mais de R$ 20 mil, sendo duas de R$ 80 mil e cinco de R$ 50 mil. Com tanta ajuda, Rigoni já recebeu R$ 566.100 em doações de pessoas físicas, o que corresponde a quase 30% das receitas da sua campanha.
Há também quem tenha recebido uma grande fatia de apenas um doador. No topo da lista, quem recebeu o maior valor de uma pessoa física foi o deputado estadual e ex-secretário de Saúde Tyago Hoffmann (PSB). Buscando vaga na Câmara Federal, sua campanha teve o aporte de R$ 250 mil vindo de Osman Gambardelli.
O ex-deputado estadual Marcos Garcia (Republicanos) aparece em seguida como um dos mais beneficiados, com recebimento de R$ 150 mil do empresário Leomar Bartels.
Já a capitã Andresa dos Bombeiros (PP) recebeu R$ 100 mil de Haakon Lorentz para sua campanha. Primo do novo rei da Noruega, Haakon VIII, o doador é economista e vive no Brasil desde os três meses de idade. Ele também realizou doações de R$ 100 mil a outros candidatos no país. Confira a lista abaixo .
Há também doadores que estão destinando dinheiro para campanhas de candidatos em grupos políticos distintos. Um empresário de Castelo, do setor de rochas ornamentais, destinou doação de R$ 60 mil para o candidato ao Senado Evair de Melo (Republicanos); R$ 20 mil para o candidato à reeleição ao governo do Estado, Ricardo Ferraço (MDB); e outros R$ 20 mil para o ex-governador e candidato ao Senado
Camilo Cola Neto, empresário da família fundadora da Viação Itapemirim, doou R$ 25 mil para dois candidatos ao Senado de grupos diferentes: Evair de Melo e Renato Casagrande.
Entre as doações registradas de pessoas físicas também aparece o prefeito licenciado de Viana, Wanderson Bueno (Podemos), que atualmente está na coordenação da campanha de Ricardo Ferraço.
Os dados são da prestação de contas fornecida pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram consultados no dia 15 de setembro. Os números também são referentes à prestação de contas parcial feita pelos postulantes, que teve o prazo encerrado no último dia 13. Como a campanha ainda não acabou, os números vão mudar até o fim das eleições.
Desde 2015, quando empresas foram proibidas de financiar a campanha dos candidatos, são as pessoas físicas, junto com os recursos do Fundo Eleitoral, que bancam esses gastos. Contudo, há regras para as doações.
Nenhum contribuinte pode doar mais de 10% da renda bruta que declarou à Receita Federal no ano anterior à eleição. Isso significa que alguém que doa R$ 150 mil, por essa conta, tem que ter declarado pelo menos R$ 1,5 milhão em rendimentos no ano passado.
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