Votar em Lula para derrotar a ‘suruba’ bilionária e criminosa de Vorcaro e Flávio Bolsonaro
Por Milton Alves — Brasil 247
A campanha eleitoral avança para a reta final. Diversas pesquisas de opinião apontam para uma disputa acirrada, voto a voto, no primeiro e segundo turnos. O candidato da extrema direita, apesar de corrupto e fraco, sem carisma, apresenta uma consolidada força eleitoral, conquistando os votos de setores da sociedade com base no desencanto, da raiva ao sistema político e das instituições da República apodrecidas e da exploração primária da insegurança pública nos grandes centros urbanos.
Além disso, conta com a simpatia de segmentos das altas finanças, do agronegócio predador e de lideranças políticas e religiosas mobilizadas pelo discurso do pânico moral. O candidato do bolsonarismo ainda arrasta o apoio eleitoral de um vasto segmento de classe média nas grandes e médias cidades, principalmente das regiões do Sul e Sudeste. Essa é a base social que sustenta a candidatura de Flávio Bolsonaro – o parça de Vorcaro.
As eleições de 2026, novamente, encontraram um país dividido, rachado ao meio. É o que chamam de polarização – um dado objetivo da situação. Diante desse quadro, a campanha de Lula precisa adotar uma nova postura, uma condução política de enfrentamento com base numa pauta popular, que acene para um quarto mandato transformador.
Uma pauta que dialogue com o coração e as mentes dos brasileiros e brasileiras, agoniados pelas agruras das condições de vida, pela precarização e da incerteza sobre o futuro. E precisa dedicar uma atenção especial aos jovens, tragados por um discurso de ressentimento. No lugar do ressentimento, apresentar o futuro. Não é somente com o “pé de meia”, programa de baixo impacto, que vamos ganhar o voto da juventude. É preciso um discurso que fale a favor de uma política de empregos de qualidade, com a reindustrialização do país, da implantação de uma rede ensino técnico-profissional abrangente, com a inovação tecnológica e as novas possibilidades abertas pela IA, a formalização do trabalho dos trabalhadores e trabalhadoras de aplicativos e a reconstrução das universidades públicas.
Para a classe trabalhadora, garantir o fim da escala 6×1, uma política de valorização do salário-mínimo mais forte, a revogação das reformas da previdência e por uma CLT renovada, zerar o imposto para os alimentos da cesta básica, a tarifa zero progressiva para garantir a mobilidade urbana, uma reversão das privatizações e mais SUS.
Para as mulheres, mais proteção, combate duro ao feminicídio e a misoginia, casas de abrigo 24 horas e uma política especial de moradia para as mães solo.
E o Brasil do futuro? Queremos um Brasil forte e soberano, que garanta soberania energética, de dados, a Terrabrás, para cuidar do ouro do futuro – os minerais críticos. No plano de uma política soberanista: a integração regional, relançar o Mercosul e a luta por nova ordem mundial. E para além desse programa popular, sinalizar com uma reforma política radical, o fim das emendas parlamentares e a adoção de mecanismos para garantir maior participação popular na política (plebiscitos, como por exemplo sobre o fim das Bets).
Na segurança pública, o combate duro aos partidos do crime e aos seus banqueiros – com a implantação do SUSP.
É preciso traduzir toda essa agenda programática em uma narrativa de campanha. Uma campanha mobilizadora, esclarecedora e combativa, que desmonte o candidato capacho de Trump e filhote da milícia, que fez a sua carreira política batendo a carteira do dinheiro público.
Ainda há tempo para virar a rota da campanha, e ganhar as ruas animando a militância petista e dos partidos aliados. Lula presidente e por um quarto mandato transformador!
Fonte: Brasil 247