Terremoto no Panamá aciona alerta de tsunami no Pacífico (vídeo)

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Por Leonardo Lucena — Brasil 247

247 – Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o Panamá nesta sexta-feira (9) e levou à ativação de alerta de tsunami para quase toda a costa do Pacífico da América Central. O tremor ocorreu em terra, no sul do Panamá, e foi sentido com força na Cidade do Panamá, capital do país. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) localizou o epicentro na região de Quebro, a 12 quilômetros de profundidade.

De acordo com o Sistema de Alerta de Tsunami dos EUA, existe o risco de grandes ondas em praias e ilhas de uma faixa que vai do México ao Peru, passando por Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, Colômbia e Equador. O órgão também emitiu alerta para o Havaí (EUA).

A baixa profundidade do terremoto no Panamá aumenta a percepção do abalo em áreas terrestres. O registro inicial do USGS indicava magnitude 8,0, mas o órgão revisou o número primeiro para 7,6 e depois para 7,7.

O Sistema de Alerta de Tsunami dos EUA informou que há risco de grandes ondas em praias e ilhas de uma faixa que vai do México ao Peru. O alerta inclui Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, Colômbia e Equador.

O abalo principal ocorreu às 14h56, pelo horário de Brasília. Cerca de meia hora depois, outro tremor, de magnitude 5,5, foi registrado mais ao sul do Panamá, na localidade de Bajo Corral.

Até a última atualização, não havia informações sobre mortos, feridos ou danos materiais. Autoridades de monitoramento sísmico seguiam acompanhando a atividade na região e os riscos para áreas costeiras do Pacífico.

Señor temblor que se acaba de sentir en Ciudad de Panamá. Cc @tvnnoticias pic.twitter.com/Pfe5FP6ZoV

— Freddy Pitti (@freddypitti) October 9, 2026

➡ Terremoto de magnitude 7.2 atinge o Panamápic.twitter.com/JC7h4ML7jm

— Metrópoles (@Metropoles) October 9, 2026

Terremotos na América Latina

A frequência de terremotos na América Latina, incluindo o abalo registrado no Panamá nesta sexta-feira (9), está ligada à posição da região sobre áreas de encontro entre placas tectônicas. Parte do continente integra o chamado Círculo de Fogo do Pacífico, faixa de intensa atividade sísmica e vulcânica que acompanha as bordas do oceano Pacífico.

A América Latina concentra zonas de contato entre placas como Nazca, Sul-Americana, Caribe e Cocos. Esses blocos da crosta terrestre se movimentam continuamente e produzem atrito, deformação e acúmulo de energia.

Um dos principais processos responsáveis por grandes terremotos é a subducção. Nesse mecanismo, uma placa tectônica mergulha sob outra. O fenômeno ocorre em grande parte da costa oeste da América do Sul, onde a placa de Nazca avança sob a placa Sul-Americana.

Esse movimento não acontece de forma uniforme. Em alguns trechos, as placas ficam presas pelo atrito, enquanto seguem pressionadas uma contra a outra. A tensão aumenta até romper a resistência das rochas, liberando energia em ondas sísmicas.

Esse processo ajuda a explicar a frequência de tremores em países como Chile, Peru, Equador e Colômbia. Também permite entender a ocorrência de grandes abalos em áreas como Japão, Indonésia e a costa oeste dos EUA.

O USGS define como rasos os tremores que ocorrem entre 0 e 70 km de profundidade. Os terremotos intermediários se formam entre 70 e 300 km. Os profundos ocorrem entre 300 e 700 km.

Quanto menor a profundidade, mais destruição o terremoto causa, pois a distância entre a origem do fenômeno e a superfície da terra é menor. Por consequência, as ondas sísmicas não perdem tanta força.

Caso do Panamá

O Panamá ocupa uma área de geologia complexa, próxima ao encontro de diferentes placas tectônicas. Na América Central, além da influência de Cocos e Caribe, há falhas geológicas e blocos menores da crosta capazes de acumular energia.

Um dos sistemas conhecidos na região é a Zona de Fratura do Panamá, associada ao movimento relativo entre as placas de Cocos e Nazca. Por isso, o país está naturalmente sujeito a terremotos, mesmo quando outras partes do continente não registram abalos recentes de grande porte.

Segundo dados iniciais divulgados pelo USGS e informados na cobertura do terremoto desta sexta-feira, o tremor teve epicentro em terra, na região de Quebro, no sul do Panamá, a cerca de 33 quilômetros de profundidade.

O abalo foi sentido com força na Cidade do Panamá, capital do país. A magnitude foi estimada inicialmente em 8,0 e depois revisada para 7,6. A identificação da falha ou do movimento tectônico responsável pelo terremoto depende de análises sobre o mecanismo de ruptura.

Reações

Grandes terremotos podem alterar a distribuição de tensões na crosta terrestre e, em algumas situações, desencadear novos abalos. Isso ocorre sobretudo perto da falha que originou o primeiro tremor, onde costumam surgir réplicas.

O USGS explica que ondas sísmicas de um grande terremoto também podem, em determinadas condições, provocar tremores em áreas distantes que já acumulam tensões geológicas.

Isso não significa que todo conjunto de terremotos registrados em sequência tenha ligação direta. Para estabelecer relação entre eventos, os cientistas analisam epicentros, profundidade, falhas envolvidas e a forma como a energia se propagou pela crosta.

No caso de terremotos registrados na Colômbia e na Venezuela, as análises apontam para processos tectônicos distintos. Em relação ao Panamá, ainda são necessários dados detalhados sobre a ruptura para determinar se houve influência de eventos anteriores.

Alerta de tsunami

Nem todo terremoto causa tsunami. Em geral, esse tipo de evento exige que um abalo no fundo do mar provoque deslocamento brusco de grande volume de água. Esse movimento gera ondas que se espalham pelo oceano e podem atingir áreas costeiras.

A possibilidade depende de fatores como magnitude, profundidade, localização e tipo de deslocamento da falha geológica. Segundo o USGS, terremotos de magnitude entre 7,6 e 7,8 podem produzir tsunamis destrutivos, principalmente perto do epicentro, a depender das características da ruptura.

Embora o epicentro informado inicialmente para o tremor desta sexta-feira tenha sido localizado em terra, autoridades emitiram alerta para áreas costeiras de países próximos, incluindo Colômbia, Costa Rica, Equador, Peru, Nicarágua, Guatemala, El Salvador e México.

A emissão de alerta não confirma, por si só, a ocorrência de ondas destrutivas. A avaliação depende de medições em tempo real e de atualizações dos órgãos oficiais de monitoramento sísmico e oceânico.

🇵🇦 | Vista de la Terminal de Albrook en Panamá durante el fuerte terremoto. pic.twitter.com/sVtQ3XTo6F

— Alerta News 24 (@AlertaNews24) October 9, 2026

Fonte: Brasil 247

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