Temporais no RS deixam quatro mortos e uma mulher desaparecida
Por Laís Gouveia — Brasil 247
247 – As fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul deixaram pelo menos quatro mortos e uma mulher desaparecida até a manhã desta terça-feira (22). As ocorrências mais graves foram registradas em Caxias do Sul, Flores da Cunha e Pelotas, enquanto rios seguem em elevação em diferentes regiões do estado.
Segundo o g1, a quarta morte foi confirmada em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, onde o corpo de Édson Luís da Silva, de 46 anos, foi localizado pelo Corpo de Bombeiros Militar por volta das 9h30. Ele havia sido levado pela correnteza enquanto tentava desobstruir uma tubulação.
O corpo foi encontrado aproximadamente 300 metros para dentro de uma galeria pluvial, após buscas realizadas pelas equipes de resgate.
Entre as outras vítimas estão os irmãos Joziane da Silva Rodrigues, de 13 anos, e Juliano Nunes da Silva, de 3 anos. Os dois estavam em um carro arrastado pela correnteza em Flores da Cunha, também na Serra Gaúcha.
A mãe das crianças, Eliane Nunes da Silva, de 43 anos, permanece desaparecida. Ela estava no mesmo veículo no momento em que o automóvel foi levado pela água. O companheiro dela, que também ocupava o carro, conseguiu escapar.
A quarta vítima é um homem de 70 anos, que morreu em Pelotas após ser atingido por fios que haviam caído na rua durante o temporal.
Além das mortes e do desaparecimento, o avanço das águas mantém cidades do estado em situação de alerta. Em Lajeado, no Vale do Taquari, o Rio Taquari ultrapassou a cota de inundação e chegou a 24 metros às 8h desta terça-feira.
O plano de contingência municipal já havia sido acionado na segunda-feira (21), quando o nível do rio se aproximou dos 19 metros, marca considerada de inundação no município. Famílias de áreas vulneráveis começaram a ser retiradas preventivamente ainda no fim da tarde.
De acordo com a Secretaria do Desenvolvimento Social, 246 pessoas estavam acolhidas no Parque do Imigrante, definido como abrigo oficial de Lajeado.
O Rio Caí também permanece acima da cota de inundação em São Sebastião do Caí e Montenegro. Em São Sebastião do Caí, 193 pessoas estavam fora de suas casas e dois abrigos foram preparados pela Defesa Civil para receber moradores atingidos.
Às 6h desta terça-feira, o Rio Caí marcava 14,16 metros. O nível considerado normal é de 7 metros, enquanto a cota de inundação é de 10,50 metros.
Desde a noite de segunda-feira, os Bombeiros Voluntários de São Sebastião do Caí haviam resgatado 12 pessoas e cinco animais. A expectativa do órgão era de que o nível do rio começasse a se estabilizar ao longo do dia.
Os efeitos do temporal se espalham por diversas regiões. Segundo a Defesa Civil estadual, 119 municípios já haviam comunicado algum tipo de dano até o fim da tarde de segunda-feira.
A coordenadora de comunicação da Defesa Civil, tenente Sabrina Ribas, afirmou que parte expressiva das ocorrências está relacionada aos fortes ventos.
“A maioria desses danos são em decorrência de vendavais. Das chuvas intensas, há questão de alagamentos pontuais, tivemos elevação de arroios e de pequenos córregos”, elenca a coordenadora de comunicação da Defesa Civil, tenente Sabrina Ribas.
As equipes de emergência seguem atuando nas buscas pela mulher desaparecida e no atendimento aos moradores afetados pelas cheias, enquanto o monitoramento dos rios permanece reforçado diante da elevação dos níveis em diferentes pontos do estado.
Fonte: Brasil 247