Sob Milei, pobreza cresce e atinge um terço da população na Argentina
Por CartaCapital — Carta Capital
Menu
O impacto é mais dramático entre as crianças: 44,5% dos menores de 14 anos vivem em situação de pobreza
Após dois anos, a pobreza na Argentina voltou a crescer sob o governo de Javier Milei e alcançou 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, de acordo com dados oficiais divulgados nesta quinta-feira 24 pelo Indec. A taxa de indigência também subiu, atingindo 7,5%.
O avanço ocorre em meio à aceleração da inflação e do desemprego, que chegou a 7,9%, o nível mais alto desde 2021. Especialistas apontam a precarização do trabalho e o fechamento de cerca de 30.000 empresas desde o início da gestão de Milei como fatores centrais para a retração.
O impacto é mais severo entre as crianças: 44,5% dos menores de 14 anos vivem atualmente em situação de pobreza.
O Indec considera pobres os adultos cuja renda não é suficiente para cobrir uma cesta básica de cerca de 340 dólares (1.761 reais) pelo câmbio oficial, que inclui alimentos e outros bens e serviços. A cesta usada para medir a indigência inclui apenas alimentos e custa aproximadamente 150 dólares (777 reais) por mês.
(Com informações da AFP)
CartaCapital
Há 32 anos, a maior referência progressista em jornalismo no Brasil.
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Desenvolvido por OKN Technology Agency
Fonte: Carta Capital