Siga a sessão do STF que analisa acusações contra Moraes
Por Gabriel Anjos — ICL Notícias
gerando áudio…
00:00 / 00:00
1x
O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (15), a partir das 10h, uma sessão extraordinária para decidir o futuro da apuração que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
No centro da discussão está um relatório da Polícia Federal elaborado a partir de dados extraídos do celular de Vorcaro. O material reúne mensagens enviadas a um número atribuído a Moraes e informações sobre a relação do Banco Master com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Antes de decidir se há elementos para aprofundar a investigação, o Plenário deverá analisar a validade da própria apuração. A Procuradoria-Geral da República (PGR) questiona a forma como as diligências foram determinadas pelo então relator do caso Master, André Mendonça. Moraes contesta a condução do procedimento e nega ter atuado para beneficiar Vorcaro.
A sessão foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, após uma sequência de decisões conflitantes dentro da Corte. Fachin assumiu a relatoria da Petição 16.662 e será o primeiro a votar. O procedimento relacionado às acusações contra André Mendonça será analisado separadamente, em sessão prevista para 23 de setembro.
Acompanhe o julgamento
Relator
Edson Fachin, que assumiu a relatoria da Petição 16.662, começa a leitura do relatório.
Abertura
Na abertura da sessão, o presidente do STF, Edson Fachin, relembrou a trajetória dos atuais integrantes da Corte e citou os ministros que os antecederam nas respectivas cadeiras. Após mencionar nominalmente os outros nove integrantes do Supremo, destacou o percurso de cada um. “Vejo, antes de tudo, a trajetória de cada um dos colegas aqui presentes”, afirmou. “É assim que vejo cada um de nós.”
Fachin também defendeu a atuação institucional do Supremo e afirmou que, em determinados momentos, a Corte “pagou um preço por permanecer fiel à sua missão constitucional”, citando como exemplo os julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023. “Não podemos entregar às gerações futuras um STF menor do que recebemos. Isso não significa ausência de divergências”, declarou.
“Há respeito institucional quando há discordância, há consideração pelo colega mesmo quando não há convergência, há limites que não decorrem da amizade ou da afinidade pessoal, mas da própria função que exercemos”, disse. Segundo ele, diante desse cenário, “a presidência, por isso, não pode e não pôde escolher o caminho mais fácil”.
Fachin
O ministro Edson Fachin faz um discurso de abertura da sessão. “Não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas. Não se antecipa um mérito antes de resolvida a validade processual. A divergência é legítima, o confronto pessoal, não. E a decisão pertence ao Plenário, mas não a um ministro individualmente”, afirmou o presidente do STF.
Ministros
Todos os ministros do STF estão presentes no plenário para acompanhar a sessão. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também participa do julgamento.
Início
Com 35 minutos de atraso, o ministro Edson Fachin, presidente do STF, abre, às 10h35, a sessão do STF para decidir o futuro da apuração que envolve o ministro Alexandre de Moraes.
Leia também
-
Moraes acusa Mendonça de agir por ‘vingança’ ligada à tentativa de golpe -
Celso de Mello – O Supremo e seus ministros: uma distinção necessária
Informações em primeira mão! Siga o canal do ICL Notícias no WhatsApp
Acesso total a mais de 300 cursos, materiais e séries! Seja Membro ICL
Siga e acompanhe as atualizações do ICL Notícias também pelo Google News
Julgamento STFAlexandre de MoraesSTF
Relacionados
Dino manda investigar encontro de Mendonça com Vorcaro, revelado pelo ICL
Dino cita encontro com Vorcaro antes de julgamento e vê indícios que devem ser apurados
Entenda como será sessão do STF sobre relatório da PF com mensagens entre Vorcaro e Moraes
Sessão começará às 10h; plenário vai decidir se relatório permite abertura de investigação
Moraes acusa Mendonça de agir por ‘vingança’ ligada à tentativa de golpe
Ministro diz que investigação foi direcionada contra ele e afirma que ofensiva iniciada no 8 de Janeiro “mudou seu modus operandi”
Carregar Comentários
Fonte: ICL Notícias




