‘Se meter a mão, vai perder’ diz Lula sobre possível interferência os EUA nas eleições
Por Paulo Emilio — Brasil 247
247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (24), em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que o Brasil não aceitará ingerência externa nas eleições de 2026 e disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “vai perder” caso tente interferir no processo eleitoral brasileiro.
A declaração foi dada durante um ato de campanha. A dez dias das eleições gerais, marcadas para 4 de outubro, Lula afirmou ter tratado diretamente do assunto com Trump.
Lula cita conversa com Trump
“Eu disse para o Trump que nas eleições aqui, se ele meter a mão, vai perder aqui as eleições. A gente não vai aceitar a ingerência de ninguém. Esse país que a gente quer está na mão de vocês”, afirmou Lula.
O presidente participou de uma caminhada em São Gonçalo ao lado de Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio de Janeiro, e dos candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD).
Defesa da soberania na ONU
A manifestação desta quinta-feira ocorre dois dias depois do discurso de Lula na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Na terça-feira (22), o presidente fez da defesa da soberania brasileira e da autonomia do processo eleitoral um dos pontos de seu pronunciamento.
Sem mencionar diretamente os Estados Unidos naquela ocasião, Lula afirmou que o Brasil não permitirá que forças externas interfiram na vontade manifestada pelos eleitores.
“Sob o olhar atento de uma cidadania plural e de uma imprensa livre, não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular. A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano”,afirmou.
“Brasil não cabe no quintal de ninguém”
Candidato à reeleição, Lula também afirmou durante o discurso na ONU que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém” e classificou o processo eleitoral brasileiro como “moderno e robusto”.
Ao tratar da votação marcada para 4 de outubro, o presidente disse ainda que os brasileiros escolherão entre “democracia e negacionismo”.
Fonte: Brasil 247