Rio Verde lidera área de silvicultura em Goiás, com 9,5 mil hectares de florestas plantadas
Por Mylenna Scheidegger — Jornal Opção

Rio Verde, no Sudoeste de Goiás, ocupa a primeira posição entre os municípios goianos em área destinada à silvicultura. Em 2025, eram 9,5 mil hectares de florestas plantadas para fins comerciais, segundo dados da Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 24.
Eucalipto está em toda a área registrada e é a espécie que domina a silvicultura em Goiás. De acordo com o levantamento do IBGE, o número representa uma redução de 3% em relação a 2024, quando Rio Verde tinha 9,8 mil hectares de florestas plantadas. Ainda assim, Rio Verde conseguiu se manter na liderança estadual.
Os dados também mostram que Rio Verde reúne cerca de 9% de toda a área de silvicultura existente em Goiás. No final de 2025, o Estado tinha 106,4 mil hectares de florestas plantadas, uma queda de 13,6% na comparação com os 123,2 mil hectares registrados no ano anterior. Essa foi a maior retração entre as unidades da Federação.
No entanto, mesmo com a redução estadual, o município do Sudoeste goiano aparece à frente de outros importantes polos de produção florestal. Catalão, por exemplo, ficou em 2º lugar, com 8,8 mil hectares, enquanto Niquelândia registrou 6,5 mil hectares. Já Chapadão do Céu, com cinco mil hectares, Mineiros e Jataí, ambos com quatro mil hectares, contemplam a relação dos municípos com maiores áreas.
A presença do eucalipto também ajuda a explicar o perfil da produção florestal goiana. Em 2025, a espécie ocupava 96,8 mil hectares, o equivalente a 91% de toda a área destinada à silvicultura no Estado. O número, no entanto, representa uma queda de 14,9% em relação aos 113,8 mil hectares contabilizados em 2024.
Produção de eucalipto movimenta milhões
Além do tamanho das plantações, outro dado que chama muita atenção no levantamento é o salto na produção de lenha de eucalipto em Goiás. Em 2025, o estado produziu 3,9 milhões de metros cúbicos, o que representa um aumento de 20,2% em relação ao ano anterior. O valor gerado por essa produção disparou 55%, pulando de R$ 387,3 milhões para R$ 600,5 milhões.
Nesse cenário, Rio Verde teve um desempenho expressivo com 480,4 mil metros cúbicos de lenha de eucalipto produzidos em 2025 (movimentando R$ 67,3 milhões). Ainda assim, o município ficou atrás de Campo Alegre de Goiás, que liderou o ranking estadual com 600 mil metros cúbicos e R$ 120 milhões, e de Ipameri, que registrou 340 mil metros cúbicos e R$ 61,2 milhões.
Isso revela uma particularidade interessante sobre Rio Verde: embora lidere em extensão de florestas plantadas, o município não é o maior produtor de lenha. Os dados do IBGE mostram que o tamanho da área cultivada e o volume produzido são indicadores diferentes e podem ocupar posições bem distintas dependendo da cidade.
Enquanto a lenha cresceu, a produção goiana de madeira em tora registrou queda de 9,1% entre 2024 e 2025, descendo de 1,5 milhão para 1,4 milhão de metros cúbicos, com o valor da produção recuando de R$ 386,4 milhões para R$ 380 milhões.
Todos esses dados fazem parte da PEVS, pesquisa do IBGE que monitora tanto as áreas florestais quanto a extração de recursos vegetais em todo o país, detalhando a realidade de cada município.
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Fonte: Jornal Opção