Renovação de 46,34% na Alego pode marcar novo ciclo político em Goiás
Por Raunner Vinícius Soares — Jornal Opção

A composição da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para a legislatura eleita em 2026 revela um movimento importante de renovação de nomes, mas também demonstra a força de parlamentares que conseguiram manter espaço político e ampliar suas bases eleitorais. A comparação entre os deputados estaduais eleitos em 2022 e os eleitos em 2026 permite identificar quem permaneceu competitivo, quem deixou a disputa por outros cargos e quais novos nomes passam a ocupar cadeiras na Alego.
Dos 41 deputados estaduais eleitos em 2022, 22 conseguiram se eleger novamente em 2026, isso significa uma taxa de permanência de aproximadamente 53,66%. Por outro lado, 19 cadeiras serão ocupadas por novos parlamentares, resultando em uma renovação de cerca de 46,34%.
O índice de renovação é expressivo de nomes e sinaliza uma mudança significativa no perfil do Legislativo estadual. Nesse sentido, embora nomes consolidados continuem exercendo forte influência política, o eleitorado demonstrou disposição para abrir espaço a novas lideranças e diferentes projetos políticos.
O cenário que emerge para os próximos anos é de uma Alego mais renovada, plural (dentro do espectro da direita de uma forma geral) e competitiva, reflexo de um eleitorado que manteve parte de suas referências políticas.
Quem permaneceu na Alego
Os destaques incluem Issy Quinan (MDB), que saiu de 47.453 votos em 2022 para 73.433 votos em 2026, ampliando de forma consistente sua votação. Amauri Ribeiro (PL) também apresentou crescimento expressivo, passando de 35.060 para 69.556 votos.
Vale destacar ainda o desempenho de Lineu Olimpio (MDB), que passou de 29.775 para 53.569 votos. O mesmo movimento pode ser observado com Bia de Lima (PT), que cresceu de 24.391 para 42.980 votos.
Cairo Salim (MDB) também integra o grupo dos parlamentares que mantiveram espaço na Assembleia. Em 2022 foi eleito pelo PSD com 40.359 votos e, em 2026, garantiu nova eleição pelo MDB com 48.192 votos, demonstrando capacidade de preservar e ampliar sua base eleitoral.
Wagner Neto (Solidariedade) igualmente permaneceu na Assembleia. Ele foi eleito em 2022 pelo PRTB com 32.543 votos e retornou em 2026 com 40.710 votos, mantendo sua representação política no Legislativo estadual.
Os novos nomes da Assembleia
A nova legislatura contará com diversas figuras que não estavam entre os eleitos de 2022.
A chegada de vários nomes sem mandato estadual na legislatura anterior demonstra uma busca do eleitorado por renovação. O destaque fica para Carol do Amiltinho (MDB), a mais votada da eleição, com 109.002 votos e 3,00% do total, superando com ampla margem os demais concorrentes.
Fabricio Rosa (PT), segundo mais votado, alcançou 81.540 votos e 2,24%. Também merece destaque Paulo do Vale (PSD), que estreia com 72.792 votos e 2,00%.
A nova configuração da Assembleia também evidencia o fortalecimento de legendas que apostaram em candidaturas inéditas ou em lideranças que estavam fora do Legislativo estadual, promovendo uma significativa oxigenação do Parlamento goiano.
Quem ficou pelo caminho
Alguns deputados que conquistaram mandato em 2022 não aparecem entre os eleitos de 2026. São eles Bruno Peixoto (UB), que se elegeu deputado federal; Lucas do Vale (MDB), que se elegeu deputado federal; Lucas Calil (MDB), que se elegeu deputado federal; Amilton Filho (MDB), que faleceu vítima de um acidade durante a campanha; Lincoln Tejota (UB), que não foi reeleito; Vivian Naves (PP), que não foi reeleita; Renato de Castro (UB), que foi eleito em 2024 a prefeito de Goianésia; Major Araújo (PL), que não foi reeleito; Quirino (Republicanos), foi candidato a deputado federal, mas não ganhou.
Veter Martins (Patriota), que não foi reeleito; Clécio Alves (Republicanos), que não foi reeleito; Thiago Albernaz (MDB); Coronel Adailton (PRTB), não conseguiu se reeleger; Mauro Rubem (PT), não conseguiu se reeleger; Gugu Nader (Agir), não conseguiu se reeleger; Julio Pina (PRTB), não conseguiu se reelege; Zeli (PRTB), que tentou se candidatar a deputada federal, mas não ganhou; Rosangela Rezende (Agir), que não conseguiu ser reeleita; Karlos Cabral (PSB), que não conseguiu se reeleger; Cristiano Galindo (Solidarieda), que não conseguiu se reeleger; e Cristóvão (Patriota), também não conseguiu de reeleger.
Um Legislativo mais renovado
A renovação de 46,34% mostra que a Alego inicia um novo ciclo político, embora a reeleição continue sendo um fenômeno relevante, especialmente para parlamentares com forte atuação regional e estrutura partidária consolidada, o resultado evidencia que o eleitor goiano valorizou novas lideranças e novas agendas.
Ao mesmo tempo, a permanência de 22 deputados demonstra que experiência e capital político continuam tendo peso nas urnas. A futura Assembleia, portanto, deverá combinar a vivência de parlamentares já conhecidos com a chegada de um conjunto expressivo de estreantes.
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