Reinaldo Azevedo esclarece sua relação comercial com o Banco Master
Por Redação Brasil 247 — Brasil 247
247 – O jornalista Reinaldo Azevedo divulgou uma nota nesta sexta-feira (16) para esclarecer sua relação comercial com o Banco Master, após uma publicação do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo nas redes sociais. Azevedo confirmou que a instituição financeira patrocinou o podcast Reconversa, apresentado por ele em parceria com o advogado Walfrido Warde, mas ressaltou que o acordo era exclusivamente publicitário e não interferia em sua atuação jornalística.
Na manifestação, Azevedo detalhou os valores do contrato, firmado em março de 2024, e afirmou que os pagamentos foram devidamente declarados às autoridades fiscais. O jornalista também negou ter mantido contato com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, ou com Fabiano Zettel, citado nas investigações envolvendo a instituição.
“O Banco Master patrocinava o podcast Reconversa, que eu comandava em companhia do advogado Walfrido Warde. O banco decidiu fazê-lo por meio da empresa Super, que, à época, não era notícia”, escreveu.
Segundo Azevedo, o patrocínio estava relacionado à produção de um programa de entrevistas que recebeu intelectuais e representantes da política brasileira. “Orgulho-me muito daquele trabalho, e entrevistamos alguns dos maiores intelectuais do país, além de políticos relevantes”, declarou.
Contrato previa 12 parcelas de R$ 100 mil
O jornalista informou que o acordo comercial previa o pagamento de R$ 1,2 milhão, dividido em 12 parcelas mensais de R$ 100 mil. Desse total, sete parcelas teriam sido efetivamente quitadas, o equivalente a R$ 700 mil.
“Há um contrato de patrocínio feito em março de 2024: 12 parcelas de R$ 100 mil. Para o Reconversa! O Master era um dos maiores anunciantes do país, como todos sabem”, afirmou.
Azevedo acrescentou que os recursos recebidos foram declarados e que os tributos correspondentes foram recolhidos. “Foram pagas sete parcelas. Todos os valores estão declarados, com os impostos devidamente pagos.”
O jornalista também destacou que seus contratantes tinham conhecimento da existência do patrocínio, uma vez que foram previamente informados sobre o acordo.
Jornalista nega atuação em defesa do Banco Master
Um dos principais pontos da nota é a distinção feita por Azevedo entre a contratação de publicidade e o conteúdo de sua atividade profissional.
Ao apresentar esclarecimentos sobre a relação com a instituição financeira, o jornalista afirmou:
- “nunca escrevi em defesa do Banco Master;”
- “o podcast não servia aos interesses do banco;”
- “jamais conversei com Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel — e, se o tivesse feito, não teria sido nenhum crime;”
- “os entendimentos foram feitos com a área comercial;”
Azevedo argumentou ainda que, no momento da assinatura do contrato, em março de 2024, não havia, segundo sua avaliação, elementos que desabonassem publicamente a instituição financeira.
Como exemplo da presença do Banco Master no mercado publicitário e em eventos empresariais naquele período, mencionou um seminário promovido pelo Valor Econômico em Nova York, em maio de 2024, que contou com a participação de Vorcaro.
O jornalista reiterou que o patrocínio não representava compromisso editorial com o banco e que sua relação comercial foi conduzida sem contato direto com os empresários mencionados.
Esclarecimento ocorre após publicação de Paulo Figueiredo
A manifestação foi divulgada em resposta a uma postagem de Paulo Figueiredo, que anunciou nas redes sociais a publicação de materiais envolvendo Reinaldo Azevedo e o Banco Master.
Na publicação, o influenciador apresentou uma captura de tela atribuída a uma conversa de WhatsApp com Fabiano Zettel. O conteúdo exibido menciona um suposto contrato relacionado ao jornalista, com referência a 12 pagamentos de R$ 100 mil e à quitação de sete parcelas.
Figueiredo também afirmou que publicaria arquivos relacionados a Azevedo e fez críticas a veículos de comunicação que, segundo ele, teriam se recusado a divulgar o material.
“Só um teaser do que vai sair hoje. É mais rampeira que qualquer ‘Ucraniana’ ou ‘Astronauta’. Tem muito mais de onde esse saiu. Por que a imprensa não quis publicar isso? Eu não sei”, escreveu o influenciador.
Azevedo rejeita tentativa de afastá-lo do debate político
Além dos esclarecimentos financeiros, Reinaldo Azevedo criticou a divulgação do material e afirmou considerar a iniciativa uma tentativa de constrangê-lo e de reduzir sua participação nas discussões políticas.
“No mais, trata-se de uma tentativa de me tirar do debate. Não vão conseguir”, declarou.
O jornalista também dirigiu críticas a Paulo Figueiredo e a setores do bolsonarismo, reafirmando sua oposição política ao grupo.
Em outro trecho, Azevedo questionou supostas relações de integrantes da família Bolsonaro com pessoas ligadas ao caso Master. As referências feitas pelo jornalista constituem acusações e cobranças políticas apresentadas na nota, não comprovações independentes dos fatos mencionados.
Azevedo também criticou a divulgação de conversas privadas envolvendo advogados e clientes, levantando questionamentos sobre a legalidade da exposição desse tipo de comunicação.
Ao encerrar sua manifestação, reiterou que não pretende alterar sua atuação pública em razão das acusações e publicações dirigidas contra ele.
“Se eu tivesse o que temer, teria adotado outra linha”, afirmou.
Fonte: Brasil 247