Presidente do PL admite o óbvio: clã Bolsonaro planejou dar um golpe após derrota em 2022
Por Redação — Esquerda Diário

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, voltou a admitir que houve discussão sobre um golpe de Estado no final do governo Bolsonaro, após a derrota eleitoral de 2022. “Discutiram de dar o golpe. E daí?”, afirmou em entrevista à Rádio Gaúcha. Na mesma conversa, defendeu uma anistia para Jair Bolsonaro caso Flávio Bolsonaro seja eleito e, questionado sobre uma nova tentativa, respondeu: “Pode haver planejamento”.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, voltou a admitir que houve discussão sobre um golpe de Estado no final do governo Bolsonaro, após a derrota eleitoral de 2022. “Discutiram de dar o golpe. E daí?”, afirmou em entrevista à Rádio Gaúcha. Na mesma conversa, defendeu uma anistia para Jair Bolsonaro caso Flávio Bolsonaro seja eleito e, questionado sobre uma nova tentativa, respondeu: “Pode haver planejamento”.
A declaração retoma algo que o próprio Valdemar já havia reconhecido em 2025 e que as investigações posteriores detalharam. Documentos, mensagens e planos apreendidos pela Polícia Federal, como o “Punhal Verde Amarelo” e a “Operação 142”, apontaram para a participação de setores políticos e militares nas iniciativas para contestar o resultado eleitoral de 2022.
A tentativa de golpe, portanto, não pode ser reduzida ao 8 de Janeiro ou à ação espontânea de manifestantes. Ela envolveu setores do governo Bolsonaro e das Forças Armadas e passou pela pressão sobre os comandantes militares e pela elaboração de planos para impedir a posse do governo eleito.
A defesa da anistia e a permanência das forças políticas ligadas ao bolsonarismo mostram que o episódio está longe de ser apenas uma questão do passado. A experiência de 2022 faz parte de um processo mais amplo de fortalecimento da extrema direita, que permanece organizada e disputando os rumos políticos do país. Compreender esse processo exige olhar não apenas para os tribunais e as instituições, mas também para suas bases políticas e sociais e para a capacidade de organização dos trabalhadores e dos setores atingidos por seus ataques.
Fonte: Esquerda Diário