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ELEIÇÕES

Marina Helena

9/9/2026 18:06

Não é só que mulheres jovens, no mundo inteiro, estejam se posicionando mais à esquerda do que os homens da mesma idade. O que mais e mais dados estão mostrando é uma tendência mais séria: um processo de radicalização mais intenso entre mulheres. A distância entre o que essas mulheres defendem hoje e o centro do debate público aumenta ano após ano, e cresce mais rápido entre elas do que em qualquer outro grupo demográfico.

Nos Estados Unidos, mulheres entre 18 e 30 anos hoje se declaram trinta pontos percentuais mais à esquerda do que os homens da mesma idade, É um fosso que praticamente não existia há uma geração. Na Coreia do Sul, na Alemanha, no Reino Unido, o retrato se repete: mulheres jovens migrando para posições cada vez mais radicais enquanto os homens da mesma geração ficam estáveis ou vão para a direita. No protesto de maio de 2025 na Universidade Columbia, 61 das 80 pessoas presas eram mulheres. Nos protestos climáticos urbanos, elas já são cerca de 60% dos manifestantes. O próprio Extinction Rebellion, no Reino Unido, é descrito por seus próprios organizadores como uma cultura de protesto “altamente feminilizada”.

Uma geração inteira de mulheres está sendo puxada (por rede social, por algoritmo, por pressão de grupo, por uma pauta identitária que promete pertencimento) para o canto mais extremo do espectro político.

Romper ciclo de radicalização de esquerda exige vozes femininas.

No Brasil, o fenômeno também aparece. Pesquisa Genial/Quaest de agosto deste ano mostrou Lula com 47% de intenção de voto entre as mulheres contra 35% de Flávio Bolsonaro: doze pontos de vantagem. Entre os homens, o placar vira. Flávio tem 44%, Lula 40%. O mesmo eleitor brasileiro, dividido só pelo sexo, vota de um jeito diferente. Sete pontos separam a preferência feminina da masculina por Lula, quase o mesmo fosso dos Estados Unidos, da Coreia do Sul ou da Alemanha. Ou seja: essa “onda global” não é boato de think tank americano. Ela já elegeu presidente por aqui.

Por isso eu acredito que o Brasil precisa de mais mulheres de direita na política. Romper esse ciclo de radicalização de esquerda exige vozes femininas dizendo, em alto e bom som, que liberdade é o que de fato empodera. Não é dependência de programa social. Não é vitimização permanente. Não é a ideia de que toda conquista da mulher só vem pela mão do Estado.

No Brasil especialmente, políticas de esquerda prejudicam as mulheres. A leniência da Justiça com criminosos põe a mulher brasileira em perigo de violência doméstica, de estupro e de assassinato. Tira dela a segurança de simplesmente andar na rua à noite. A mulher é, disparadamente, o alvo preferido do assaltante — porque assaltante procura vítima que a ele parece mais frágil. Nós não precisamos de lei nova. Precisamos do básico: prender estuprador, prender assassino, e deixá-los na cadeia. Acabar com essa porta giratória em que virou a Justiça brasileira, onde o bandido entra de manhã e já está solto à tarde. E são as deputadas e senadoras de direita que mais atendem essas demandas das mulheres e de toda a sociedade brasileira.

Direito humano de verdade é a mulher poder sair de casa sem medo. E esse direito, ninguém vai garantir por nós. A não ser nós mesmas.

O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].

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Fonte: Congresso em Foco

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