Polícia Federal interroga Daniel Vorcaro em inquérito sobre milícia privada

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Por Guilherme Levorato — Brasil 247

247 – A Polícia Federal realiza na tarde desta quarta-feira (30), por meio de videoconferência, o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e de seu pai, Henrique Vorcaro. O inquérito em curso apura a suposta atuação de estruturas organizadas que funcionavam como milícias privadas para realizar ações de vigilância clandestina, coleta de dados sigilosos, invasões cibernéticas e intimidação sistemática de opositores e críticos aos interesses comerciais e financeiros do banqueiro. A defesa de Vorcaro havia solicitado anteriormente o adiamento da oitiva para garantir acesso integral aos elementos probatórios reunidos pelos investigadores, reiterando que o investigado tinha total interesse em prestar esclarecimentos à justiça.

Polícia Federal investiga núcleos conhecidos como A Turma e Os Meninos

As investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que o esquema operava dividido em frentes com atuações complementares na coerção de adversários. O núcleo batizado de “A Turma” era voltado a ameaças presenciais, levantamentos clandestinos, coerções e acessos indevidos a sistemas governamentais e de inteligência. As apurações indicam que o pai de Daniel Vorcaro exercia o papel de operador financeiro desse grupo específico. Em paralelo, a estrutura contava com o braço denominado “Os Meninos”, focado estritamente na vertente tecnológica e digital das operações ilícitas perpetradas em favor dos interesses corporativos.

Núcleo tecnológico operava com ataques cibernéticos e monitoramento ilegal

De acordo com o material reunido no inquérito policial, o braço tecnológico conhecido como “Os Meninos” era especializado na execução de ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis em redes sociais e interceptação de comunicações telefônicas e telemáticas. Os elementos colhidos revelam que os operadores contratados para as investidas digitais recebiam remuneração mensal expressiva para promover as devassas virtuais e burlar a segurança de sistemas informáticos. Essas ações visavam desestabilizar reputações, neutralizar investigações jornalísticas e silenciar vozes críticas que expunham as atividades ligadas ao grupo financeiro.

Fonte: Brasil 247

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