Planalto teme Eduardo como “chanceler-sombra” e perseguição a diplomatas caso Flávio seja eleito

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Por Leonardo Sobreira — Brasil 247

247 – Além do alinhamento automático com os Estados Unidos, esperado em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, há preocupação no Itamaraty com a possibilidade de que se repitam episódios registrados durante o governo anterior, como a perseguição a diplomatas considerados “globalistas”.

A avaliação de uma fonte do Palácio do Planalto ocorre após Eduardo Bolsonaro publicar uma ameaça contra Vanessa Dolce de Faria, alta representante para Temas de Gênero do Ministério das Relações Exteriores, por ela ter manifestado apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à soberania brasileira. A fonte classificou a ameaça feita por Eduardo Bolsonaro como um fato “gravíssimo”.

Com mandado de prisão em aberto, Eduardo Bolsonaro já consta no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) como pessoa com pena “pendente de cumprimento”. Ele foi condenado pelo crime de coação no curso do processo, em ação relacionada ao tarifaço imposto pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às exportações brasileiras.

Mesmo nessa situação, caso o senador Flávio Bolsonaro vença o presidente Lula no segundo turno, Eduardo Bolsonaro se sentiria “dono” da agenda externa brasileira, segundo a avaliação da fonte. Nesse cenário, ele atuaria constantemente como uma espécie de “chanceler-sombra”, infernizando o trabalho de quem fosse escolhido para comandar o Itamaraty, caso ele próprio não fosse indicado pelo irmão. Na avaliação da fonte, a eventual escolha de Eduardo Bolsonaro para o cargo, em um governo Flávio Bolsonaro, seria uma “tragédia”.

Fonte: Brasil 247

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