Os atos de ruas não vieram para vida curta.
Por Francisco Calmon — Brasil 247
Estão presentes e continuados para virar e Lula ganhar.
Na hipótese trágica da vitória do playboy da extrema-direita, as ruas deverão continuar cheias.
Se eles têm maioria no Congresso e virtual maioria no STF, a juventude está com a democracia. Embora não tenha vivido a ditadura, sabem o horror que foi.
Eu vivi, fui sequestrado, torturado e por poco não virei estatística, graças a luta incansável de minha mãe.
As manifestações presenciais são como o atletismo, devem sempre ser exercitados para manter aquecidos os músculos, as mentes e os corações.
Da vitória do 5×2 à derrota do extremista e sabujo do Trump, Flávio, pois o risco é de retrocesso e podemos amanhecer como em 64.
Nossa geração 68, se envelheceu na idade, em torno dos oitenta, não envelheceu nos ideais e princípios revolucionários defendidos no ano internacional de 1968, o ano que foi ceifado e não terminou democrático.
O AI5 foi a “legalidade” da ditadura escarnada e extremada.
Flávio fascista será o novo AI5!
No mundo todo, em 68, repressão, no mundo todo resistência, e de novo antigos e jovens estão nas ruas e nas redes para manter o sonho de uma país soberano e democrático.
A democracia custou tanto, sobreviventes, mortos, feridos, e não será o clã de alucinados fascistas que irá enterrá-la.
Nosso nome é RESISTÊNCIA!
Resistir, Lutar, Enfrentar.
Resiliência, batalhar, encarar.
Esperançar, fazer, ousar, acontecer.
Fome, sede, justiça, avançar.
Dialética, contrários, síntese.
A história na cabeça, a justiça no coração.
Utopia, farol, vetor.
Práxis, unidade, coletivo, movimento.
Dinâmica, correlação, ruptura, recuo.
Estratégia, táticas.
Sentido da história, razão da vida.
Fonte: Brasil 247