Brasil registra recorde de MEIs em atividade, com 92% dos negócios em operação
Por Redação Brasil 247 — Brasil 247
247 – O Brasil alcançou o maior percentual de microempreendedores individuais (MEIs) em atividade desde o início da série histórica do Sebrae. Atualmente, 92% dos MEIs com CNPJ estão efetivamente operando, um crescimento de 20 pontos percentuais em relação a 2019. O resultado indica não apenas a expansão da atividade empreendedora, mas também uma maior permanência dos pequenos negócios no mercado.
Os números fazem parte da pesquisa Perfil do MEI e da MPE, divulgada pela Agência Sebrae de Notícias, que ouviu mais de 14 mil pequenos negócios em todas as regiões do país. O levantamento também identificou um aumento na longevidade dos empreendimentos, com uma parcela crescente de microempreendedores conseguindo manter suas atividades por períodos superiores a cinco e dez anos.
Entre os MEIs pesquisados, 44% estão em funcionamento há mais de cinco anos. Já a proporção daqueles que ultrapassaram uma década de atividade chegou a 19%, outro recorde da série histórica. Os indicadores apontam para uma maior capacidade de sobrevivência dos negócios formalizados, em um segmento tradicionalmente marcado por desafios relacionados ao financiamento, à gestão e à concorrência.
Micro e pequenas empresas também apresentam índices elevados
O desempenho positivo não se limita aos microempreendedores individuais. Entre as micro e pequenas empresas (MPEs) entrevistadas, 97% permanecem em atividade, percentual que se manteve estável em relação à pesquisa de 2024, quando o indicador alcançou seu maior nível histórico.
A longevidade também se destaca nesse grupo. Segundo o levantamento, 34% das micro e pequenas empresas estão em funcionamento há mais de dez anos, demonstrando a presença de negócios consolidados no segmento.
Os resultados reforçam a importância de distinguir a existência de um registro empresarial da efetiva operação de um empreendimento. Embora a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) represente a formalização de uma atividade econômica, ela não garante que o negócio continue funcionando.
Décio Lima destaca fortalecimento do empreendedorismo
O presidente do Sebrae, Décio Lima, relaciona os resultados ao desempenho da economia brasileira e à busca de oportunidades de geração de renda por meio do empreendedorismo.
Para ele, o elevado percentual de empresas em funcionamento representa um indicador relevante da contribuição dos pequenos negócios para a atividade econômica, especialmente nos municípios, onde esses empreendimentos participam da geração de trabalho e renda.
Décio Lima também destaca que a permanência dos negócios no mercado depende de uma combinação de fatores, entre eles condições favoráveis para empreender, qualificação profissional, acesso a financiamento e capacidade de adaptação às transformações econômicas.
“O MEI confere cidadania empreendedora aos brasileiros e brasileiras que decidem apostar no seu sonho e nunca desistem. É importante assegurar esta transição segura e este é o papel do Estado social que acreditamos”, afirma.
Acesso ao crédito e qualificação são fundamentais para a continuidade
A pesquisa evidencia que a formalização representa apenas uma das etapas da trajetória dos pequenos empreendedores. A continuidade das atividades exige condições para enfrentar oscilações de demanda, administrar despesas, realizar investimentos e manter a competitividade.
Nesse cenário, o acesso ao crédito e à capacitação empresarial aparece entre os fatores apontados pela direção do Sebrae como importantes para a longevidade dos empreendimentos.
A diferença entre os indicadores de atividade dos MEIs e das micro e pequenas empresas também chama a atenção. Enquanto 92% dos microempreendedores individuais entrevistados estão operando, o percentual chega a 97% entre as MPEs, uma distância de cinco pontos percentuais.
Apesar dessa diferença, os dois segmentos apresentam índices elevados de funcionamento, e o resultado dos MEIs registra uma evolução expressiva em comparação com 2019.
O levantamento oferece, assim, um retrato da permanência dos pequenos negócios na economia brasileira. Com 44% dos MEIs atuando há mais de cinco anos e quase um quinto superando uma década de funcionamento, os dados mostram que uma parcela significativa dos empreendedores formalizados conseguiu dar continuidade às atividades ao longo do tempo.
Fonte: Brasil 247