No Flow, Lula afirma que o Brasil vai crescer, a vida vai melhorar e que o adversário “é um vira-lata”
Por Hora do Povo — Hora do Povo
Ele garantiu que vai investir muito para desenvolver o país e melhorar a vida do povo. Já o adversário, segundo Lula, “é um vira-lata sem passado e sem futuro, ligado a milícias, que mandou o irmão para os EUA para falar mal do Brasil”
O presidente Lula classificou seu adversário, nesta quinta-feira (1), em entrevista ao podcast Flow, como um “vira-lata que mandou o irmão para os Estados Unidos para falar mal do Brasil”. Eduardo Bolsonaro abandonou o mandato e reside atualmente nos EUA para conspirar contra o Brasil junto ao governo Donald Trump. O irmão de Flávio briga pela imposição de sanções ao Brasil e integrantes do poder Judiciário.
LIGAÇÃO COM MILÍCIAS
“Esse Flávio não tem passado, não tem presente e não tem futuro. Esse rapaz nunca trabalhou na vida”, disse Lula na entrevista. Ele acrescentou que o senador da extrema direita é um “menino ligado a milicianos”. Nesta questão, Lula referiu-se às já conhecidas ligações do senador com as milícias do Rio de Janeiro.
Além dessas ligações antigas, como, por exemplo, com o assassino profissional, Adriano da Nóbrega, chefe de uma das milícias mais perigosas do Rio, Flávio também enviou recentemente uma emenda de R$ 200 mil de seu gabinete no Senado para o miliciano, Robson Calixto da Fonseca, conhecido como “Peixe”. Este miliciano era o ‘faz-tudo’ de Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco. O tal “Peixe” foi quem arranjou a arma usada por Ronnie Lessa, o executor do assassino da vereadora.
Lula deu muita ênfase na defesa e o compromisso de que o Brasil deixe de ser um país “em desenvolvimento” e se torne um “país desenvolvido”. Ele lembrou que foi o presidente que mais investiu em Educação no país e que vai investir muito mais o próximo mandato. Disse que o país todo vai ter ensino integral de qualidade e que o programa “Pé-de-meia”, que reduz a evasão escolar, será universalizado. “Nós vamos chegar a 802 Institutos Federais entregues e e meta é atingir mil institutos”, garantiu Lula.
EU VOU INVESTIR MUITO EM EDUCAÇÃO
Ele disse que no próximo mandato pretende investir muito mais ainda em Educação e Ciência, Tecnologia Inovação. “Vamos formar engenheiros, pesquisadores e outras profissões aqui dentro do país para que o Brasil entre na era digital e da transição energética abrindo perspectivas para a nossa juventude. “Não devemos nada a ninguém. Nem para a China e nem para os Estados Unidos. Vamos construir a nossa Inteligência Artificial, que será falada em português”, defendeu Lula.

Perguntado se haverá dinheiro para tudo isso, ele disse que o país vai crescer e criar mais empregos e a economia vai se fortalecer. Lula afirmou ainda que ele vai usar os recursos do petróleo da Margem Equatorial para fazer os grandes investimentos em Educação e Ciência e Tecnologia.
Afirmou também que os ricaços que estão isentos de imposto de renda, vão passar a pagar impostos. Fez questão de destacar que os pobres vão pagar menos impostos no país. Garantiu que a reforma tributária vai desonerar a produção e baratear os produtos, citando a cesta básica. Deu exemplo dos bilhões em dividendos da Petrobrás, que são distribuídos. Ele chamou a atenção para o fato de que as pessoas que recebem esses dividendos não pagam impostos. “Enquanto isso um trabalhador que faz uma hora-extra, tem que pagar imposto. Isso não é justo”, disse.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EM PORTUGUÊS
O presidente afirmou também que quer o Brasil produzindo internamente aqueles produtos mais avançados, com tecnologias modernas, como chips, celulares, baterias, turbinas, etc. Lula garantiu que não vai permitir que os minerais críticos saiam brutos do país como saíram o ouro e outros minerais em nossa história. “Eles vão ser transformados aqui dentro, criando empregos e empresas no Brasil”, destacou o presidente.
Sobre os efeitos das tarifas comerciais impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, à importação de produtos brasileiros, Lula disse que o país reagiu bem às tarifas. Ele descreveu um aumento de comércio com vários outros países e projetou um saldo comercial positivo de US$ 80 bilhões este ano. “Nós agimos com firmeza, cobramos respeito ao Brasil e desmentimos os números apresentados por eles sobre o comércio entre os dois países”, apontou.
Questionado sobre sua relação pessoal com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, depois das tarifas, o presidente afirmou que cobra respeito o Brasil. Ele disse que não aceitou as mentiras do governo dos EUA. sobre a relação dos dois países. “Eles disseram que tinham déficit comercial com o Brasil e era mentira”, afirmou Lula, lembrando que nos últimos 15 anos o Brasil teve um déficit de US$ 400 bilhões com os EUA em produtos e serviços.
LEI DA RECIPROCIDADE COM OS EUA
Mesmo assim, Lula afirmou que seu governo mantém negociações com Trump e mencionou uma reunião realizada na quarta-feira (30). O presidente também destacou o peso do nióbio brasileiro para os Estados Unidos e citou a possibilidade de recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica.
“Agora estamos negociando com Trump, ontem teve reunião. O Trump sabe que nós temos coisas estratégicas que ele precisa. Ainda não coloquei em prática a Lei da Reciprocidade, mas ele é importador de Nióbio e 60% do Nióbio dele é aqui do Brasil e ele sabe que na hora que a gente colocar ele na reciprocidade eu vou jogar do mesmo jeito que ele jogou. O que eu não aceitei é mentir a respeito do Brasil”, afirmou Lula.
Assista a entrevista na íntegra
O presidente também lembrou que os Estados Unidos enfrentam problemas internos, como a falta de moradia e interrupção de trabalho.
Ele falou ainda sobre o poder militar que Trump gosta de apresentar em diversas ocasiões. “De vez em quando o Trump diz até para mim ‘presidente, sabe porque eu tô taxando o mundo? Porque eu tenho o melhor exército do mundo. Eu tenho a melhor marinha do mundo. Eu tenho o melhor foguete do mundo’. Eu falo ‘ô, Trump, não adianta falar para mim. Eu não quero guerra com você. Eu não quero guerra com você. Eu quero derrotar você na narrativa’”, declarou.
SEGUIREMOS AJUDANDO OS POBRES
Lula também criticou setores da elite brasileira que se opõem a políticas destinadas aos pobres. O presidente afirmou que continuará implementando medidas voltadas a esses grupos, mesmo diante das críticas. “Essa famosa elite que defende a escravidão. Essa gente que não gosta que eu legalize terra de quilombola para eles ficarem na terra deles, que eles conquistaram”, afirmou Lula.
Ele defendeu que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve prestar esclarecimentos à sociedade brasileira sobre os fatos relacionados ao caso Banco Master. Lula, no entanto, também defendeu que todos os demais envolvidos com o Banco Master sejam investigados. O presidente afirmou que o ministro Edson Fachin não agiu de forma correta neste caso. Ele disse que o presidente da Corte devia ter colocado ordem na casa e tudo deveria ser aberto e transparente.
Ele citou o fato do ministro André Mendonça ter escondido que Flávio Bolsonaro já era investigado pela Polícia Federal há quase seis meses e que outros ministros também tiveram envolvimentos com o dono do Banco Master, inclusive o próprio Mendonça. Disse também que considerou normal que houvesse pedido de vistas para que se pudesse avaliar todos os envolvidos. Segundo Lula, o país precisa saber o que aconteceu. O presidente lembrou que Vorcaro era um agiota e foi transformado, durante o governo Bolsonaro, num banqueiro e envolveu muita gente em suas negociatas. Ele defendeu que se esclareça tudo sobre todos os envolvidos. Lula voltou a apontar a necessidade de uma reforma no Judiciário brasileiro.
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Fonte: Hora do Povo