Marco Rubio reconhece ‘sérias tensões’ nas relações entre EUA e Ucrânia
Por Serguei Monin — Brasil de Fato
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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou, nesta terça-feira (20), que atualmente existem “sérias tensões” nas relações entre os Estados Unidos e a Ucrânia. A declaração aconteceu durante uma coletiva de imprensa em sua visita à Índia, e após uma conversa telefônica com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
“Não há dúvida disso [tensão entre os dois países]. Por isso, realizamos esta conversa telefônica”, disse o secretário de Estado dos EUA.
A ligação telefônica entre ele e Zelensky ocorreu nesta terça e durou 45 minutos. Rubio também observou que o presidente Donald Trump está irritado com a postura da Ucrânia em relação à resolução do conflito com a Rússia.
“Estamos tentando fazer tudo ao nosso alcance para levar ambos os lados a um ponto em que esta guerra possa ser encerrada por meio de negociações”, acrescentou o Secretário de Estado. Ao mesmo tempo, ele afirmou que o Pentágono não alterou nada em relação à ajuda à Ucrânia.
De acordo com ele, o presidente Donald Trump está “irritado e frustrado” com a falta de progresso nas negociações de paz, bem como com as acusações de que Washington se recusa a fornecer informações de inteligência a Kiev.
“Acho que o presidente está respondendo principalmente à insinuação de que ele estaria prejudicando a Ucrânia intencionalmente, o que é injusto e falso”, disse Rubio.
O secretário de Estado afirmou que não houve nenhuma “diretiva política deliberada para prejudicar a Ucrânia” por parte da Casa Branca. Ele ainda classificou como “ultrajantes e falsas” as alegações de Kiev de que ucranianos estão morrendo porque os EUA supostamente não forneceram informações sobre ataques aéreos.
“Ouvi alguém ligado ao governo ucraniano dizer que pessoas na Ucrânia estão morrendo porque os EUA não estão fornecendo informações a elas. Isso é ultrajante, simplesmente não é verdade”, declarou.
Segundo ele, os atrasos no fornecimento de dados à Ucrânia na semana passada foram devidos a problemas técnicos e não resultado de “qualquer diretriz dos EUA para reter o aviso prévio de um ataque”. Rubio sugeriu ainda que a Ucrânia tinha um “problema interno no processamento, sistematização e resposta às informações recebidas”.
Ao comentar as acusações de Zelensky de que os EUA também estariam atrasando deliberadamente a entrega de armas já pagas a Kiev, Rubio admitiu que os atrasos poderiam ser devidos à alta demanda por mísseis interceptores dos EUA.
“Neste momento, este é talvez o produto mais procurado no setor de defesa. Portanto, se algum país não está recebendo interceptores dos EUA, não é porque estamos recusando. Nós também temos nossas próprias necessidades”, afirmou o secretário de Estado.
Na última quarta-feira (14), autoridades militares ucranianas relataram que a empresa SpaceX restringiu a operação dos terminais de comunicação via satélite Starlink usados pelas Forças Armadas da Ucrânia na linha de frente.
Já o ex-conselheiro do Ministro da Defesa ucraniano, Serhiy Sternenko, por sua vez, observou que a SpaceX provavelmente “recorreu a tais medidas a pedido do governo de Donald Trump“. Segundo ele, “os terminais de comunicação via satélite regulares ainda estão funcionando”, acrescentou.
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Fonte: Brasil de Fato