Marcas no chão de uma pedreira revelaram um caminho percorrido por gigantes há 166 milhões de anos

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Por Gabriel CorreaCatraca Livre

Uma pedreira de Oxfordshire, na Inglaterra, expôs depressões regulares que não combinavam com máquinas modernas. Quando a equipe limpou o piso, surgiram centenas de pegadas organizadas em longas trilhas: uma rodovia de dinossauros atravessada há cerca de 166 milhões de anos.

Pegadas arredondadas e enormes são atribuídas a saurópodes, provavelmente Cetiosaurus, herbívoros de pescoço longo.

Como as primeiras marcas foram percebidas?

Gary Johnson, trabalhador da pedreira Dewars Farm, notou ressaltos incomuns enquanto removia argila. A observação levou especialistas das universidades de Oxford e Birmingham a planejar uma escavação em 2024.

Mais de cem pesquisadores, estudantes e voluntários limparam a superfície e registraram milhares de imagens. O local revelou várias trilhas extensas, algumas cruzando o piso por mais de cem metros.

Pegadas de 166 milhões de anos revelam uma antiga rodovia de dinossauros.

Que dinossauros passaram por ali?

Pegadas arredondadas e enormes são atribuídas a saurópodes, provavelmente Cetiosaurus, herbívoros de pescoço longo. Uma trilha com marcas de três dedos pertence a um terópode carnívoro, provavelmente Megalosaurus.

A identificação usa formato, proporções, idade da rocha e animais conhecidos na região. Como o pé não ficou no local, os nomes permanecem atribuições compatíveis, não assinaturas individuais.

O que uma sequência revela?

Distância entre passos, tamanho das marcas e geometria da trilha permitem estimar altura do quadril e velocidade. Orientação mostra direção, enquanto profundidade e deformação registram como o pé encontrou o sedimento.

A leitura cuidadosa de marcas antigas exige separar observação de narrativa. Trilhas que se cruzam não provam perseguição, pois podem ter sido produzidas em momentos diferentes.

  • Limpeza controlada da superfície
  • Fotografia de cada pegada
  • Fotogrametria em três dimensões
  • Análise de passada e sedimento

Para percorrer as trilhas em escala e ver como milhares de fotografias viram um mapa tridimensional, confira o vídeo do canal do YouTube Oxford University Museum of Natural History sobre a rodovia de dinossauros de Oxfordshire:

Como pegadas sobrevivem 166 milhões de anos?

O animal pisou em lama suficientemente macia para deformar e firme o bastante para manter a forma. Novas camadas cobriram as marcas, que se consolidaram e foram enterradas até a mineração expô-las.

Algumas marcas são pegadas verdadeiras; outras podem ser contramoldes ou deformações em camadas inferiores. Sedimentologia ajuda a reconstruir a sequência de formação.

Como preservar uma rodovia dentro de uma pedreira?

Fotogrametria transforma milhares de fotografias sobrepostas em modelos tridimensionais detalhados. Moldes, medições e amostras complementam o registro antes que clima e atividade industrial alterem a superfície.

Conservação de longo prazo exige acordo entre proprietários, cientistas e autoridades. A descoberta não é apenas um conjunto de buracos: é uma paisagem de movimento, e preservar suas relações espaciais mantém a história legível.

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Fonte: Catraca Livre

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