Lula vai a Nova York para Assembleia Geral da ONU e pode se reunir com Zohran Mamdani
Por Redação Brasil 247 — Brasil 247
247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará a Nova York para participar da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, com chegada prevista para o próximo domingo (20). Entre os compromissos que poderão integrar a agenda está uma reunião com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. As informações são da Agência Brasil, com base na programação divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Segundo o Itamaraty, existe um pedido do prefeito para um encontro bilateral com Lula. A reunião, no entanto, ainda não foi oficialmente confirmada pelo governo brasileiro.
Mamdani, descendente de imigrantes e primeiro muçulmano a ocupar a prefeitura de Nova York, ganhou projeção política com uma plataforma centrada em temas sociais, como custo de vida, transporte e ampliação da oferta de moradia acessível.
Lula abre debate da Assembleia Geral
Lula desembarca em Nova York no domingo. Na segunda-feira (21), deverá cumprir uma série de reuniões bilaterais com autoridades e chefes de Estado.
Um dos compromissos previstos é uma reunião com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.
Na terça-feira (22), Lula fará o tradicional pronunciamento brasileiro de abertura do debate geral da Assembleia Geral da ONU. O tema desta edição será “Restaurando a confiança, administrando transformações”.
A expectativa é que o presidente utilize o principal palco diplomático mundial para reafirmar posições da política externa brasileira em defesa do multilateralismo, da cooperação internacional, da paz e do combate à fome e à pobreza.
Brasil defenderá negociações de paz
Segundo o embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey, o Brasil deverá reafirmar princípios como a solução pacífica dos conflitos, o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência nos assuntos internos de outros países.
A posição está alinhada à defesa histórica do multilateralismo pela diplomacia brasileira e ganha relevância diante das guerras e tensões geopolíticas que marcam o cenário internacional.
Lula também deverá abordar questões relacionadas ao desenvolvimento e à necessidade de reforma das instituições multilaterais, tema que o Brasil vem defendendo em diferentes fóruns internacionais.
Possível encontro com Trump
A passagem de Lula por Nova York também desperta expectativa sobre um eventual encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Até o momento, não existe confirmação oficial de uma reunião bilateral entre os dois presidentes durante a Assembleia Geral. A possibilidade de algum contato nos bastidores, entretanto, permanece aberta diante da presença simultânea dos dois líderes na sede das Nações Unidas.
Lula afirmou nesta quarta-feira (16), durante ato político em Ceilândia, que pretende dizer a Trump para não interferir nas eleições brasileiras, colocando a defesa da soberania nacional entre os temas de sua passagem pelos Estados Unidos.
Combate à fome também estará na agenda
A delegação brasileira terá ainda uma agenda dedicada ao combate à fome e à pobreza.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deverá presidir uma reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada durante a presidência brasileira do G20, em 2024.
A aliança reúne mais de 215 integrantes, entre eles mais de 100 países, além de organizações internacionais, instituições financeiras e entidades da sociedade civil.
O objetivo brasileiro é manter o enfrentamento à fome como uma prioridade da agenda internacional e ampliar a mobilização de recursos e políticas públicas voltadas à redução da pobreza.
Comitiva brasileira
Além de Lula e Mauro Vieira, a comitiva brasileira contará com a presença de ministros que participarão de reuniões e eventos paralelos em Nova York.
Estão previstas as participações da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; do ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; e da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Rachel Barros de Oliveira.
A participação na Assembleia Geral será uma das principais agendas internacionais de Lula na reta final de seu atual mandato e ocorrerá em um momento no qual o presidente pretende reforçar a defesa da soberania brasileira, do multilateralismo e de uma ordem internacional baseada no diálogo e na cooperação.
Fonte: Brasil 247