Lula refuta interferência dos EUA nas eleições: “Trump que se meta no país dele”

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Por Luis Mauro FilhoBrasil 247

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rejeitou a possibilidade de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026 e afirmou que Donald Trump deve cuidar dos assuntos do próprio país. A declaração foi feita nesta quarta-feira (9), durante um ato político em Teresina, no Piauí.

“O Trump que se meta no país dele. Aqui é um problema de nós, brasileiros”, declarou Lula. O presidente afirmou que o Brasil reagirá caso autoridades ou grupos estrangeiros tentem influenciar o processo eleitoral.

“Que não venham os americanos querer influir nas nossas eleições. […] Se eles vierem se meter aqui, a gente vai derrotá-los, vai derrotar os americanos e vai derrotar quem se mexer”, disse.

Lula não apontou uma ação específica do governo estadunidense contra as eleições brasileiras nem apresentou provas de uma tentativa de interferência em andamento. A declaração teve caráter de advertência e integrou um discurso sobre soberania nacional, democracia e a disputa eleitoral.

A fala ocorreu dois dias depois de bandeiras dos Estados Unidos e de Israel aparecerem em uma manifestação de 7 de Setembro na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato reuniu o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e outros representantes da extrema direita.

A manifestação também teve um boneco gigante de Trump, cartazes escritos em inglês e bonés com as frases “Trump 2028” e “Make America Great Again”. Lula não mencionou nominalmente o evento nem Flávio Bolsonaro no discurso em Teresina.

O presidente, porém, criticou brasileiros que exibem símbolos norte-americanos em atividades políticas. “Aqueles que só carregam a bandeira do Brasil e vão para o comitê com bandeira americana são vira-latas, são traidores da pátria que não têm nenhum compromisso com esse país”, afirmou.

Lula disse que o resultado das eleições definirá não apenas os ocupantes dos cargos públicos, mas também a continuidade da democracia e das políticas de seu governo.

“O que está em jogo este ano na eleição não é se vai ser o Rafael, se vai ser o Lula. É se vai ter democracia ou não, é se o povo brasileiro vai ser respeitado ou não”, declarou.

No comício, o presidente pediu votos para a reeleição do governador Rafael Fonteles (PT) e declarou apoio ao senador Marcelo Castro (MDB) e ao deputado federal Júlio César (PSD), candidatos às duas vagas do Piauí no Senado.

Fonte: Brasil 247

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