Lula defende investimento pesado em Defesa: “o Trump está aí”

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Por Guilherme LevoratoBrasil 247

247 – O presidente Lula (PT) defendeu, nesta sexta-feira (18), a ampliação maciça dos investimentos em segurança e soberania nacional para resguardar as riquezas naturais do país frente a interesses geopolíticos externos. Durante anúncio de ações de enfrentamento ao crime organizado no Rio de Janeiro, o chefe do Executivo citou nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para alertar sobre a cobiça internacional pelas reservas de petróleo e minerais críticos estratégicos situadas no território e nas águas brasileiras.

“Nós temos 16,8 mil quilômetros de fronteira seca. Temos 8 mil quilômetros de fronteira marítima e mais 5,7 milhões de mar sob nossa tutela. E a gente tem agora petróleo na Margem Equatorial, a 175 quilômetros do Amapá. E é o novo pré-sal, de mais qualidade. Então temos que tomar conta disso”, declarou Lula.

Ao tratar do alcance geográfico das reservas petrolíferas e do patrimônio nacional, o mandatário cobrou uma postura firme de proteção do patrimônio soberano do país. “O pré-sal fica a 300 quilômetros da nossa praia. Nós temos que tomar conta. O Trump está aí. O Trump está aí atrás de minerais críticos, de petróleo, de terras raras. Não. Isso aqui é nosso. Não adianta a gente falar que vai fazer. É preciso fazer de verdade”, enfatizou o presidente.

Modernização, tecnologia e papel das Forças Armadas

Lula questionou a viabilidade de resguardar o território nacional sem o devido aporte financeiro nas estruturas estatais de fiscalização e combate ao crime. O presidente defendeu o emprego de recursos tecnológicos avançados, a ampliação do efetivo policial e a definição precisa das atribuições militares ao longo da faixa de fronteira.

“Como é que a gente vai controlar 18 mil quilômetros de fronteira sem investimento? Nós vamos ter que ter avião não tripulado, drone, gente, melhorar muito a quantidade de policiais rodoviários, a Polícia Federal, a polícia rodoviária estadual. Vamos ter que saber qual é o papel das Forças Armadas nas fronteiras”, apontou.

Integração regional e desafios amazônicos

O chefe do Executivo relembrou também o histórico de obras de infraestrutura e integração da América do Sul promovidas durante suas gestões anteriores, ressaltando o caráter inóspito das regiões fronteiriças que demandam presença ostensiva do Estado.

“Porque esse país é engraçado: a primeira ponte entre Brasil e Bolívia depois de 500 anos fui eu que fiz. A primeira ponte entre Brasil e Peru fui eu que fiz. Portanto, tomar conta da fronteira significa tomar conta de uma região inóspita”, concluiu Lula.

Fonte: Brasil 247

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