Itaú une BBA e Private para avançar em negócios de esporte e entretenimento
Por Otávio Rosso — Brasil 247
247 – O Itaú Unibanco decidiu aproximar as estruturas do Itaú BBA e do Itaú Private Bank para ampliar sua presença em operações financeiras ligadas aos setores de esporte, mídia e entretenimento. A estratégia envolve negócios como concessão de crédito, fusões e aquisições, mercado de capitais e administração patrimonial.
As informações foram divulgadas pelo Brazil Stock Guide, que aponta que a nova estrutura reunirá serviços de corporate banking, investment banking e private banking voltados a empresas, investidores, clubes, ligas esportivas, atletas, artistas e criadores de conteúdo.
A iniciativa busca ampliar a atuação do banco em um mercado que ganhou espaço entre investidores institucionais nos últimos anos, especialmente com a valorização de clubes, direitos de transmissão, eventos, propriedades intelectuais e plataformas digitais.
“À medida que esporte, mídia e entretenimento se consolidam como uma classe de ativos cada vez mais relevante para investidores institucionais, cresce também a demanda por soluções financeiras e estratégicas mais sofisticadas”, afirmou Guilherme Ávila, responsável pela área de Sports, Media & Entertainment do Itaú BBA.
Segundo Ávila, a estratégia passa por aproximar investidores, operadores e ativos desses setores, além de aumentar a participação do banco em transações financeiras relacionadas às indústrias de esporte e entretenimento.
Direitos do futebol estão entre principais alvos
Um dos mercados acompanhados de perto pelo Itaú é o de direitos de transmissão do futebol brasileiro.
De acordo com estimativas do Itaú BBA, o segmento movimentou aproximadamente R$ 5,4 bilhões em 2025, mais que o dobro dos R$ 2,6 bilhões registrados em 2019.
O banco calcula que o mercado brasileiro pode alcançar um potencial entre R$ 7,4 bilhões e R$ 12,4 bilhões.
A projeção considera a possibilidade de ampliar a monetização dos direitos esportivos no país, sobretudo diante da reorganização comercial dos clubes, da formação de blocos para negociação coletiva, da entrada de novas plataformas de transmissão e do avanço da profissionalização na comercialização de conteúdo esportivo.
Além dos direitos de mídia, o Itaú identifica possibilidades de negócios envolvendo clubes, ligas, direitos comerciais, eventos, música e propriedade intelectual.
O movimento acompanha o aumento da presença de investidores financeiros no setor esportivo, impulsionado também pela criação e consolidação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) no Brasil.
Atendimento a atletas e artistas
A integração também pretende ampliar o relacionamento do banco com pessoas físicas de alta renda ligadas a esses mercados.
No Itaú Private Bank, o atendimento será direcionado, entre outros públicos, a atletas, artistas e profissionais do entretenimento que demandem serviços de gestão de investimentos, planejamento patrimonial e sucessório e estruturas financeiras internacionais.
Segundo dados divulgados pela própria instituição, o Itaú Private administra aproximadamente R$ 1,2 trilhão em ativos.
Cerca de dois terços desse volume estão aplicados no Brasil e o restante no exterior. O banco afirma possuir aproximadamente 32% do mercado brasileiro de private banking, participação que alcança cerca de 40% no Estado de São Paulo.
Estrutura amplia operação já existente
A mudança não representa a entrada do Itaú em um segmento completamente novo. O Itaú BBA já mantinha uma área específica de Sports, Media & Entertainment, comandada por Guilherme Ávila, e participava de operações e iniciativas ligadas à indústria esportiva.
A principal mudança está na integração mais ampla entre a cobertura corporativa do BBA e os serviços de gestão de patrimônio oferecidos pelo Private Bank.
O Itaú BBA já atende centenas de empresas relacionadas aos setores de esporte, mídia e entretenimento. A estrutura passou também a contar com gerentes especializados e profissionais dedicados a áreas como crédito, pagamentos e serviços financeiros.
Fonte: Brasil 247