Israel comemora avanço de Flávio e espera fim de apoio do Brasil a palestinos

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Por Jamil Chade — ICL Notícias

Cruzando fronteiras com refugiados, testemunhando crimes contra a humanidade, viajando com papas ou cobrindo cúpulas diplomáticas, Jamil Chade percorreu mais de 70 países. Com seu escritório na sede da ONU em Genebra, ele foi eleito o segundo jornalista mais admirado do Brasil em 2025. Chade foi indicado 4 vezes como finalista do prêmio Jabuti. Ele é embaixador do Instituto Adus, membro do conselho do Instituto Vladimir Herzog e foi um dos pesquisadores da Comissão Nacional da Verdade.

Depois de tornar Luiz Inácio Lula da Silva como persona non grata em Israel, o chanceler de Benjamin Netanyahu, Gideon Sa’ar, foi às redes sociais para comemorar a vantagem obtida por Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais no Brasil.

“Parabenizo Flávio Bolsonaro por sua conquista no primeiro turno das eleições presidenciais do Brasil e desejo-lhe sucesso na etapa final decisiva”, escreveu em suas redes sociais.

No programa de governo do representante da extrema direita, Israel é um dos poucos países citados nominalmente. Flávio afirma que, se vencer e eleição, retomará uma relação com o governo de Netanyahu, hoje praticamente inexistente.

A expectativa ainda do governo israelense é de que, com Flávio Bolsonaro no poder, o Brasil uma vez mais abandone sua política de reconhecimento do Estado Palestino e que modifique de forma radical seu padrão de votações na ONU.

A esperança é ainda de que, sob novo governo, o Brasil retire sua queixa nos tribunais internacionais contra Israel pelos crimes cometidos em Gaza.

Durante o governo de Jair Bolsonaro, o Brasil rompeu com décadas de uma posição tradicional da diplomacia do Itamaraty de apoio aos palestinos. Na ONU, Ernesto Araújo foi um dos poucos a seguir o padrão de votação dos EUA em apoio ao estado israelense.

Lula retomou a posição tradicional do Brasil e passou a denunciar o genocídio em Gaza. O Brasil ainda passou a fazer parte do conselho de órgãos que lidam com os refugiados palestinos.

Confira os números da votação aqui

Fonte: ICL Notícias

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