Irã considera inadequada resposta dos EUA para reabrir Estreito de Ormuz

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Por José Reinaldo — Brasil 247

247 – O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou que os Estados Unidos aceitaram parte das sete condições apresentadas por Teerã para um acordo de reabertura do Estreito de Ormuz, mas classificou a resposta como “inadequada”.

Segundo a Al Jazeera, o dirigente iraniano considera que ainda há pendências a resolver antes de avançar na negociação.

A Reuters também informou, neste domingo (11), que Rezaei cobrou esclarecimentos de Washington sobre questões ainda indefinidas.

De acordo com a agência turca Anadolu, o dirigente não especificou quais exigências foram aceitas pelos americanos nem apresentou a relação completa dos sete pontos. Ele afirmou que os EUA procuraram o Irã nos últimos dois meses por três canais de interlocução: Paquistão, Catar e Iraque.

Rezaei disse que Teerã transmitiu suas condições aproximadamente duas semanas antes e vinculou tanto a abertura da passagem aos Estados Unidos quanto a realização de negociações ao cumprimento das exigências. Segundo seu relato, cabe agora a Washington esclarecer os pontos considerados ambíguos, pois o Irã já recebeu e avaliou a resposta americana.

A proposta iraniana foi apresentada durante a Assembleia Geral das Nações Unidas. Conforme a Reuters, o plano prevê a reabertura do estreito e a normalização do tráfego marítimo em até sete dias, caso as condições sejam atendidas. A resposta dos EUA foi encaminhada por intermediários do Catar.

O impasse sucede outra tentativa de entendimento. A Associated Press informou que a proposta apresentada pela delegação iraniana em setembro retomava elementos de um memorando assinado pelos dois países em junho, que deixou de vigorar poucos dias depois. Apesar da rejeição à nova iniciativa, os contatos continuaram por meio de mediadores.

A tensão também envolve a segurança da navegação. Segundo a AP, a Marinha da Guarda Revolucionária advertiu que embarcações que desligarem os sistemas de identificação e navegação no estreito serão consideradas hostis. Rezaei ameaçou ainda atacar cabos, centros de dados e instalações de inteligência artificial na região se os combates voltarem a se intensificar.

Antes da guerra, iniciada no fim de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o Estreito de Ormuz era passagem para cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo, segundo a Reuters. A retomada do fluxo marítimo permanece vinculada às negociações para encerrar o conflito e restabelecer o cessar-fogo no Golfo.

Fonte: Brasil 247

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