Influenciadora que fazia vídeos comendo imensas quantidades de comida morre na China

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Por Laís GouveiaBrasil 247

247 – A influenciadora chinesa Chen Ziyi, de 24 anos, conhecida nas redes sociais como Ganfan Yingying, morreu após sofrer uma parada cardíaca supostamente associada a níveis muito baixos de potássio no sangue. Ela era conhecida por fazer transmissões de mukbang, formato em que criadores de conteúdo consomem grandes quantidades de comida diante das câmeras.

Segundo o g1, com base em informações divulgadas por veículos de notícias chineses, Chen morreu em 17 de agosto. A morte foi anunciada pelos pais da influenciadora nas redes sociais na última sexta-feira (4). Ela reunia mais de 1 milhão de seguidores.

Três dias antes da morte, em 14 de agosto, Chen publicou um vídeo em que relatou problemas de saúde associados aos episódios de alimentação excessiva. Segundo a própria influenciadora, os níveis de potássio no sangue haviam caído para 2,3, quadro que levou à sua hospitalização.

Ela afirmou ainda que já havia sido internada anteriormente pelo mesmo motivo e associou as complicações de saúde à rotina das transmissões. No mesmo relato, mencionou que no passado tinha o hábito de provocar o próprio vômito.

No vídeo, Chen declarou que, “embora ganhar dinheiro fosse importante, a saúde deveria estar em primeiro lugar”.

A influenciadora também descreveu o desgaste físico provocado pelo formato de conteúdo. Em uma das transmissões, contou ter consumido entre 60 e 70 ovos em conserva.

Segundo Chen, alguns produtos exigiam que os criadores continuassem comendo ao longo das lives, e haveria pressão para consumir quantidades cada vez maiores de alimentos com o objetivo de aumentar as vendas.

Ela relatou que esse modelo de trabalho poderia levar os chamados mukbangers a ultrapassar os próprios limites físicos, mesmo quando o organismo já demonstrava sinais de exaustão.

China restringe conteúdos de consumo excessivo

A China possui regras específicas para limitar conteúdos que promovam alimentação excessiva em transmissões ao vivo.

A Lei de Combate ao Desperdício de Alimentos, aprovada em 2021, proíbe a produção, publicação e circulação de conteúdos de áudio e vídeo que estimulem consumo exagerado de comida e práticas de compulsão alimentar.

Em 2022, o país também publicou um código de conduta voltado a streamers online. Segundo veículos chineses, as regras proíbem práticas como simular ingestão de alimentos, provocar vômito e comer compulsivamente durante transmissões.

O caso de Chen voltou a chamar atenção para os riscos físicos associados a conteúdos que transformam o consumo extremo de alimentos em espetáculo e fonte de renda nas plataformas digitais.

Fonte: Brasil 247

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