Fachin vai remarcar sessão que deve analisar acusações contra André Mendonça

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Por Maiara MarinhoCarta Capital

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O ministro Alexandre de Moraes acusou Mendonça de interferir no trabalho da Polícia Federal, que estaria determinando diligências de ofício e solicitando atualizações constantes das investigações

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu nesta quinta-feira 17 remarcar a sessão que iria analisar acusações feitas por Alexandre de Moraes de que André Mendonça estaria interferindo no trabalho da Polícia Federal no âmbito das investigações sobre fraudes no INSS e no Banco Master. A sessão estava marcada para quarta-feira 23 e não há previsão de quando irá ocorrer.

No despacho, Fachin afirma que, em decorrência da questão de ordem apresentada na sessão que analisava acusações de que Moraes teria atuado em prol de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, “a inclusão da pauta será oportunamente redesignada”.

Na última terça-feira 15, durante análise do caso Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino apresentaram uma questão de ordem que tinha como objetivo colocar conjuntamente em pauta a discussão dos dois casos, redistribuir a outro ministro os processos que foram avocados por Fachin e determinar a abertura de prazo para a manifestação do procurador-Geral da República, Paulo Gonet, conforme prevê o regimento interno do Supremo.

Para Fachin, é necessário julgar as solicitações antes de avançar para o mérito das discussões. Na avaliação do decano, que foi acompanhado por Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes – antes de pedido de vista apresentado por Dino – as duas ações tratam da mesma base fática e, portanto, deveriam ser discutidas juntas.

O grupo acabou vencido por Cármen Lúcia, Fachin, Luiz Fux e André Mendonça, que votaram por analisar os processos separadamente. No caso de um empate, como ocorreria, caberia a Fachin dar a palavra final. Segundo fontes ouvidas sob reserva, não há clima para os ministros se reunirem e construírem um consenso para amortecer a crise e a expectativa é que as acusações entre eles continuem.


Maiara Marinho

Repórter de CartaCapital baseada em Brasília, cobrindo o Poder Judiciário. Possui menção honrosa pela Agência LivreJor e mestrado em Comunicação e Cultura na UFRJ. Publicações em Le Monde Diplomatique Brasil, UOL e Repórter Brasil.

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Fonte: Carta Capital

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