Executiva do PT acirra linha da campanha: “Dar um gás para mostrar quem é Flávio Bolsonaro e os riscos que ele acarreta ao país”
Por Marco Damiani — Brasil 247
O comando do PT está atento. Realizada ontem, na sede nacional do partido, em Brasília, a direção executiva da legenda concluiu que, nos últimos dez dias, uma mudança no cenário político levou à estabilização dos índices de intenção de voto no presidente Lula aferidos pela maioria das pesquisas eleitorais. Ao mesmo tempo, o quadro marcado pelos embates que se sucedem entre ministros do STF beneficiou o adversário Flávio Bolsonaro, que recuperou pontos nos levantamentos de opinião.
O plano do partido é o de mobilizar nacionalmente a militância petista para acirrar o debate sobre os riscos que a candidatura bolsonarista implica para o País. Os atos políticos marcados, em todo o país, para o domingo, 13, tiveram a sua importância acentuada pelos dirigentes do partido.
“Em dez dias, o debate político no Brasil mudou”, reconheceu o presidente do PT, Edinho Silva, a respeito dos impactos da crise no STF no curso da eleição. “Evidente que a campanha tem de se alinhar a essa conjuntura política. Se a realidade muda, a campanha tem de estar atenta a isso.”
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, projetou que o discurso da campanha, da base à cúpula, ganhará novos tons. “Essa reunião da executiva foi decisiva para realinhar e apresentar a campanha, a partir de agora, numa linha de radicalismo que a conjuntura exige”, afirmou ele. “É ir para o enfrentamento, nas ruas e no programa eleitoral de TV e rádio.”
A líder do PT no Senado, Teresa Leitão, ressaltou o papel da militância para a aplicação da estratégia. “A linha de fato é dar um gás na campanha”, confirmou. “Vamos fazer mobilização no domingo. Gás é isso, radicalizar, ir na política, não na agressão. Vamos mostrar quem é Flávio Bolsonaro e qual o risco que o Brasil corre com a volta desse povo ao poder.”
Fonte: Brasil 247