Drone atinge estrutura de usina nuclear russa e AIEA pede contenção militar
Por Aquiles Lins — Brasil 247
247 – Um drone atingiu uma torre de resfriamento da usina nuclear de Kursk, na Rússia, nas proximidades da fronteira com a Ucrânia, em um novo episódio envolvendo instalações atômicas em meio ao conflito entre os dois países. Apesar do impacto, o funcionamento do reator não foi alterado e não houve registro de incêndio.
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (18) pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e repercutidas pela AFP. Diante do episódio, o órgão das Nações Unidas voltou a pedir “máxima contenção militar” nas proximidades de instalações nucleares.
Segundo a AIEA, o ataque ocorreu durante a madrugada de quinta-feira (17). “A torre de resfriamento de um reator da usina nuclear de Kursk, na Federação Russa, foi atingida por um drone na madrugada de quinta-feira”, informou a agência.
Reator permaneceu em funcionamento
No momento em que a estrutura foi atingida, o reator associado à torre estava funcionando. De acordo com as informações recebidas pela agência internacional, entretanto, o episódio não provocou alterações nas condições de operação.
“O reator estava em operação no momento, mas seu regime de funcionamento não foi alterado e não houve incêndio”, afirmou a AIEA.
A agência não atribuiu, no comunicado reproduzido pela AFP, a responsabilidade pelo drone. A usina de Kursk está localizada em território russo, relativamente próximo à fronteira ucraniana, região diretamente afetada pela guerra.
AIEA alerta para riscos em instalações nucleares
O episódio reforça as preocupações da AIEA com a exposição de instalações nucleares a operações militares. Desde o início da guerra, a agência tem acompanhado incidentes envolvendo usinas e infraestrutura energética, sobretudo diante do risco de que ataques ou danos aos sistemas essenciais comprometam a segurança nuclear.
Em documentos anteriores sobre instalações afetadas pela guerra, a AIEA já ressaltou a importância de preservar estruturas, sistemas e componentes essenciais ao funcionamento seguro das usinas. A agência considera que atividades militares nas proximidades de instalações atômicas podem representar riscos à segurança nuclear.
No caso registrado em Kursk, as informações disponíveis até esta sexta-feira indicam que o impacto ficou restrito à torre de resfriamento, sem incêndio e sem alteração no regime de funcionamento do reator. Ainda assim, o pedido de “máxima contenção militar” evidencia a preocupação do órgão internacional com a possibilidade de novos episódios envolvendo a instalação.
Fonte: Brasil 247