Datafolha: 43% avaliam situação financeira familiar como ‘ótima ou boa’ e 45% ‘como regular’

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Por Guilherme LevoratoBrasil 247

247 – Uma parcela de 43% dos brasileiros avalia a situação financeira pessoal e familiar como ótima ou boa, revela pesquisa realizada pelo instituto Datafolha e divulgada pela Folha de São Paulo. No mesmo levantamento, 45% dos entrevistados classificam sua condição financeira como regular, enquanto apenas 12% consideram o cenário atual ruim ou péssimo.

Apesar da avaliação positiva ou regular manifestada pela maioria da população, a percepção de aperto no orçamento transparece com clareza na análise sobre o rendimento mensal. Para 34% dos entrevistados, o dinheiro obtido por ele e sua família não é suficiente e falta em alguns momentos. Outros 15% relatam que a renda é muito baixa e acarreta muitas dificuldades diárias. Somados, esses dois grupos mostram que 49% dos cidadãos enfrentam algum nível de insuficiência orçamentária. Em contrapartida, 42% afirmam que a remuneração recebida atende exatamente ao necessário para viver, e 9% declaram ganhar mais do que precisam.

Disparidades socioeconômicas no diagnóstico financeiro

A percepção sobre a conjuntura financeira presente apresenta variações expressivas de acordo com a condição socioeconômica e o nível de escolaridade dos entrevistados. Entre os brasileiros com renda familiar superior a cinco salários mínimos, 69% avaliam sua situação financeira como ótima ou boa. O percentual de aprovação positiva atinge 60% entre os integrantes das classes A e B, e alcança 52% entre os entrevistados com ensino superior completo.

Na outra extremidade da pirâmide social, a avaliação positiva registra seus patamares mais baixos: cai para 36% entre os que possuem ensino fundamental, fica em 33% entre os integrantes de famílias com renda de até dois salários mínimos e chega a 32% nas classes D e E.

Otimismo e expectativas de melhora orçamentária

O contraste entre as dificuldades do presente e a perspectiva futura revela uma postura predominantemente otimista da população: 71% dos brasileiros acreditam que a própria situação financeira vai melhorar nos próximos 12 meses. Dentro desse grupo, 45% projetam uma grande melhoria, enquanto 26% esperam uma evolução menor. Outros 21% estimam que o cenário permanecerá inalterado, 5% preveem alguma piora e 3% não souberam responder.

A confiança no futuro também registra diferenças conforme o perfil demográfico. A expectativa de avanço atinge 78% entre os entrevistados com renda familiar de dois a cinco salários mínimos e chega a 76% entre os integrantes da população economicamente ativa. Em contrapartida, o otimismo recua para 65% nas classes D e E, atinge 62% entre as pessoas com ensino fundamental e registra 53% entre os entrevistados com 60 anos ou mais.

Intenção de consumo e planejamento para aquisições

A projeção favorável para os próximos 12 meses reflete-se na disposição para a ampliação do consumo em diferentes segmentos da economia:

  • Alimentos: 34% dos entrevistados projetam elevar o consumo de itens alimentícios.
  • Serviços de Educação: 32% planejam aumentar os investimentos na área educacional.
  • Roupas e Calçados: 29% pretendem ampliar os gastos com vestuário.
  • Serviços de Saúde e Beleza: 26% planejam destinar mais recursos para cuidados pessoais e saúde.
  • Viagens: 21% projetam realizar despesas com viagens e turismo.

Quando questionados sobre aquisições de maior impacto financeiro, os entrevistados demonstram maior cautela no planejamento. No setor automotivo, 23% afirmam que pretendem comprar um automóvel nos próximos 12 meses e já estão se estruturando financeiramente, enquanto 12% desejam comprar, mas ainda não começaram o planejamento.

No mercado imobiliário, 16% informam que já estão se preparando financeiramente para a aquisição da casa própria ou outro imóvel, enquanto 10% pretendem comprar, mas ainda não iniciaram a organização do orçamento.

A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 14 e 19 de setembro de 2026, com a aplicação de 2.002 entrevistas presenciais distribuídas em 125 municípios. A margem de erro máxima do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

Fonte: Brasil 247

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