CVM investiga operações da Apex em três fundos de investimento
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Publicado em 24 de Setembro de 2026 às 03:30
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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está investigando operações da Apex em três fundos de investimento. O comunicado informa que o processo já foi aberto e cita o nome de duas empresas do grupo: Contea Capital Gestão de Recursos Ltda e a BRM Carbyne Gestão de Recursos Ltda.
Em relação a Contea, empresa adquirida pela Apex Partners em maio deste ano, é dito que a investigação é sobre a atuação da empresa na gestão de liquidez de dois fundos. Em maio, o Fundo de Direitos Creditórios (FIDC) Versatile, administrado por ela, atingiu cerca de 60% de inadimplência e entrou em processo de liquidação.
A apuração também está voltada para a conduta da BRM Carbyne Gestão de Recursos Ltda na gestão de fundo de investimento em direitos creditórios.
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A CVM também relatou à Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória que, das 178 sociedades empresariais presentes em processo iniciado pela Apex, nove estão registradas na CVM. Entre elas estão as duas que são agora alvo das apurações.
Em agosto, a autarquia foi comunicada sobre a tramitação do processo, onde a Apex pediu blindagem de patrimônio e declarou dívida de quase um bilhão de reais.
O Juízo solicitou informações sobre autorizações, registros, credenciamentos, supervisão, atividades sujeitas a controle, procedimentos administrativos relevantes e patrimônios ou recursos de terceiros submetidos a regramento especial.
Vinculada ao Ministério da Fazenda, a CVM atua como órgão regulador e fiscalizador do mercado de capitais e de valores mobiliários no Brasil . A apuração por ela realizada afoca em indícios de descumprimento de regras no mercado de capitais, irregularidades ou fraudes.
Investigação da PF
A Polícia Federal também investiga as suspeitas de crimes envolvendo a Apex. O alvo do inquérito já instaurado são possíveis ações ilícitas que podem ter sido praticadas contra o sistema financeiro nacional.
A informação foi confirmada em nota do Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES), que solicitou à Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória o compartilhamento das informações e provas do processo que lá tramita. O que já foi autorizado pelo magistrado.
Procurado, o grupo Apex informou que não se manifesta sobre o caso.
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Vilmara Fernandes
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