Cury, Renan, Caiado e Zema: o que os candidatos da ‘terceira via’ disseram sobre o 2º turno
Por Ana Luiza Basilio — Carta Capital
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DIRETO DA REDAÇÃO: Vladimir Safatle e Jamil Chade comentam o resultado do 1º turno
O senador Flávio Bolsonaro (PL) chega à disputa com vantagem sobre o presidente Lula (PT)
Os candidatos à Presidência que não seguem na disputa eleitoral se posicionaram sobre o segundo turno, que será disputado entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), no dia 25 de outubro. O bolsonarista teve 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões de votos) contra 45,16% do petista (53,8 milhões de votos). A diferença entre os dois é de 2,3 milhões de votos.
O terceiro colocado na disputa, Augusto Cury (Avante) não declarou um eventual apoio e disse que vai se manter em silêncio na disputa. O candidato teve 3,4 milhões de votos (2,89% dos votos válidos).
“Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno…ninguém está autorizado em meu nome e nem em nome do Júlio a pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos. E eu gostaria de me silenciar em relação a isso”, declarou. Na noite do domingo 4, Cury disse ainda que vai deixar a política.
“Hoje eu tenho claro dentro de mim, 100% de convicção, que eu não vou continuar na política. Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando eu tenho uma convicção muito grande, até porque nós temos vários projetos”, completou.
Renan Santos (Missão), que ficou em quarto lugar com 2,6 milhões de votos (2,24% dos votos válidos) disse que seus eleitores podem se sentir à vontade sobre o que fazer com os votos no segundo turno. “Façam o que vocês quiserem. Quer votar em um, quer votar no outro? Fique à vontade”, afirmou. “Não faz diferença alguma. Façam o que vocês quiserem aí. Não vou pedir para vocês votarem nem nulo, nem no fulano, nem no ciclano, simplesmente porque isso não faz diferença”.
Quinto colocado, Ronaldo Caiado (PSD), que também recebeu 2,6 milhões de votos (2,18% dos votos válidos) declarou que pretende conversar com o presidente do partido, Gilberto Kassab, antes de se posicionar, e que vai prevalecer a coerência com a legenda. “Eu, neste momento, vocês sabem, vou guardar a minha coerência, mas jamais vou me pronunciar sem antes também estar reunido com o presidente do meu partido, Kassab”.
Já Romeu Zema (Novo), que teve cerca de 326 mil votos (0,27% dos votos válidos) afirmou que está contra o PT, sem citar o nome de Flávio Bolsonaro. “Onde estiver PT no segundo turno, eu estarei contra o PT. Porque PT é atraso. PT já teve todas as chances de mostrar para o que veio e o que ele entregou é um país estagnado, um país repleto de corrupção, como nós estamos vendo”, declarou.
Ana Luiza Basilio
Repórter do site de CartaCapital
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Fonte: Carta Capital