Júlia Zanatta (PL) sai à rua com chicote exaltando o escravismo da extrema direita
Por Redação — Esquerda Diário

Após ganhar a eleição para deputada federal, Júlia Zanatta (PL) carregou um chicote em caminhada pelas ruas de Santa Catarina como forma de comemoração. O gesto pitoresco é tão inocente quanto a sua famosa coroa de flores e simboliza o projeto de país da extrema direita bolsonarista: o aprofundamento da precarização do trabalho como volta ao passado escravista e colonial.
Zanatta é uma das figuras da extrema direita mais repugnantes da política brasileira. Sua coroa de flores é uma marca que carrega permanentemente. Embora negue e já tenha perseguido pessoas e jornalistas que a acusaram de apologia ao nazismo pelo adereço, a referência é clara. Trata-se de um símbolo de setores do nazismo, utilizado em especial por jovens garotas da Juventude Hitlerista como símbolo de “feminilidade”.
O uso de uma das ferramentas de açoite contra os trabalhadores como forma de comemoração não poderia ser mais explícito do recado que a extrema direita quer dar ao país. Querem voltar ao passado escravista, aumentar ainda mais a exploração e a repressão contra os insubordinados.
Essa é uma comemoração abertamente racista, que diz abertamente aos setores mais precários da nossa classe, sobretudo às negras e negros, que aceitem a escravidão moderna dos trabalhos precários, informais, pejotizados, terceirizados, da escala 6×1. Não à toa, é essa extrema direita que atua no Senado para não apenas barrar o fim da escala 6×1, como para dizer que são vagabundos os que defendem essa proposta e que devemos aceitar seu projeto de escala 7×0.
Fazem essa defesa com discurso de liberdade, porque o trabalhador poderá escolher quanto quer trabalhar e quanto quer receber. Mas a real liberdade da extrema direita está contida no objeto carregado por Zanatta: a única liberdade que eles oferecem aos trabalhadores é a da exploração e do açoite.
Contra essa extrema direita asquerosa, escravista e fascistizante, é necessário erguer uma forte resposta nas ruas que golpeie seu projeto de escravidão moderna, começando com o fim da escala 6×1. É urgente que as centrais sindicais parem de depositar expectativas nos acordos e compromissos do governo com a direita no Senado, paralisando a disposição de luta da nossa classe, e convoquem imediatamente uma mobilização pelo fim da escala 6×1. Essa é a uma luta que se enfrenta de fato contra Flávio Bolsonaro, a extrema direita e a ingerência imperialista de Trump no Brasil e na América Latina.
Fonte: Esquerda Diário