Crise no Supremo expõe incapacidade de Fachin de conter embate entre ministros
Por João Victor Sampaio — Carta Capital
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A paralisação do julgamento no Supremo e a disputa sobre os relatórios da Polícia Federal foram tema do ‘Direto da Redação’ desta quarta-feira 16
A sessão do Supremo Tribunal Federal expôs um racha sem precedentes e a incapacidade do presidente Edson Fachin de conter o embate direto entre ministros, enquanto o pedido de vista de Flávio Dino paralisou a análise sobre os casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça e estendeu a crise institucional para o centro da corrida eleitoral de 2026.
O tema foi um dos destaques da última edição do Direto da Redação, programa diário de CartaCapital, apresentado pelo editor Leonardo Miazzo, com participação de Sérgio Lírio, redator-chefe, e da repórter Mariana Serafini.
O impasse no STF favorece a estratégia da extrema-direita de manter o Judiciário sob ataque constante, com o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) explorando o desgaste das instituições para encostar no presidente Lula (PT) nas pesquisas de intenção de voto.
Diante da paralisia do tribunal e da seletividade das investigações conduzidas na Corte, o ambiente político é contagiado por manobras e vazamentos de mensagens que degradam a imagem do STF a poucas semanas do primeiro turno.
Na avaliação da bancada do programa, o espetáculo de divisões internas no Supremo revela que o problema central da Corte não é meramente regimental, mas a perda da capacidade de agir de forma coletiva sob uma liderança institucional fragilizada.
Para Marjorie Marona, cientista política e colunista de CartaCapital, ter recursos regimentais não equivale a comandar os pares, e a pretensão da extrema-direita de emparedar o tribunal busca reconfigurar o Judiciário a partir de interesses eleitorais imediatos.
O DR também abordou o relatório do governo dos Estados Unidos que acusa o Brasil de falhar no combate às facções criminosas e os alertas de especialistas globais sobre a necessidade de impor limites ao avanço acelerado da inteligência artificial.
Do ponto de vista econômico e geopolítico, a ofensiva externa levada a cabo por Washington e a disputa pela hegemonia tecnológica em torno da inteligência artificial reforçam a necessidade de o Brasil preservar sua soberania e desenvolver capacidade própria, sob o risco de ser submetido a novas sanções e a uma indesejada tutela internacional.
O Direto da Redação vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 17h, no canal de CartaCapital no YouTube. Assista abaixo à íntegra do programa da última quarta-feira 16:
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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Fonte: Carta Capital